Dieta Coletiva


Oi meninas, bom, você já devem saber que eu sou responsável pela Quinta-feira na nossa dieta coletiva, mas já vou postar a rotina para vocês já se organizarem e se prepararem para o dia.
Ali na barra de menu do blog, na opção Dietas e Metas, eu coloquei o selinho do desafio e o link dos blogs respectivamente de acordo com cada dia da semana.



Eu queria aproveitar que é dezembro e a maioria estão de férias (sei que algumas trabalham, mas tentem cumprir o que der ou adaptar á rotina de vocês). Gostaria que vocês entrassem em sintonia com o corpo, e realizassem um equilíbrio em todos os âmbitos, então vamos ao que interessa:


QUINTA-FEIRA
  • Alimentação:
    Procurem ingerir entre 600 á 800 calorias, não pensem que é muito, porque acreditem, qualquer nutricionista irá dizer que é pouco, muito restritivo e radical essa quantidade de calorias para qualquer adulto. Particularmente não tomo café da manhã, e comerei basicamente isso durante o dia:
     
    ALMOÇO - Alguma carne magra (filé de frango grelhado temperado com alecrim ou peixe temperado com limão e sal), salada, vegetais cozidos, e um copo de suco após a refeição.

    LANCHE - Torradas Integral bauducco com creme de ricota, um copo de leite desnatado com café sem açúcar e canela e alguma fruta.

    JANTA - Sopinha Vono.

    Ao certo, não sei quantas calorias todos esses alimentos somam, mas acho que não passam de 800. Eu acordo tarde (11:00 hrs aproximadamente), não sinto fome ao acordar e almoço ás 13 hrs. O lanche geralmente é ás 17 hrs e a janta ás 20 hrs. 
    Lógico, vocês irão adaptar as calorias ao que vocês gostam de comer e ao horário e refeições que acharem necessário, se quiserem tomar o café da manhã, sem problemas.

  • Atividades:
    Eu não faço academia, mas é algo que voltarei á fazer em janeiro, não é promessa, é realidade. VOU FAZER ISSO. E tenho que confessar, não gosto de fazer exercícios em casa, não me sinto motivada em fazer uma série de abdominais sozinha no meu quarto, por exemplo.
    Mas o que eu indico á vocês é realizarem 40 minutos de qualquer atividade, fica á critério de vocês, e sabem o que eu farei? Limparei a casa. Varrer, lavar, passar, limpar. HAHA 

  • Cuidados com a pele e corpo:
    Aproveitem e façam uma esfoliação na pele na hora do banho.
    Vou dar uma dica pra vocês, de uma esfoliação simples e caseira que faço, e que deixa minha pele macia já na primeira aplicação.
    Coloque em um recipiente sabonete líquido e açúcar, aplique sobre a pele e massageie até o açúcar dissolver (aproximadamente por 5 minutinhos), retine com água do chuveiro mesmo, seque a pele e depois me conte se sentiu alguma diferença.

    Se tiver tempo, aproveite a quinta-feira para fazer as unhas, hidratar o cabelo, fazer sua depilação semanal, e tudo que contribua para seu bem estar, e não se esqueça que a quinta-feira antecede o final de semana, então é um ótimo dia para isso. :)

  • Desintoxicação:
    Água - não se esqueçam de beber bastante durante o dia, andem sempre com uma garrafinha de água na bolsa. Gente, água nunca é demais, vocês sabem disso.

    Frutas - Eu sempre aposto no abacaxi, porque é minha fruta favorita e é diurético, facilita a digestão e desobstrui o fígado. Outras frutas possuem o efeito de desintoxicação do organismo como a maçã e laranja.

    Outra dica, mastigo todos os dias um pedacinho de gengibre antes do almoço. É horrível, mas ele ativa o metabolismo e como tenho vomitado constantemente, ele alivia a dor de garganta.

  • Motivação:
    Assisti o vídeo da Petê Camargo que a Fer postou, e achei incrível a força e motivação que ela possui e passa pra gente. Então escolhi outro vídeo dela, e quero compartilhar com vocês: 


Gente, espero que de alguma forma as minhas dicas e instruções ajudem vocês. É isso, e comentem aqui o que vocês acharam de tudo, se obtiveram algum resultados, e como está sendo participar da dieta coletiva.


Reaprendendo a amar + Fim de semana + 10 kg OFF

Gente, sei que ultimamente só posto de relacionamento, namoro, mimimi, blábláblá, me desculpem por isso, mas no momento, é o que tenho vivido de mais intenso. 


Desde que voltei com o meu namorado, tenho vivido outro relacionamento. Somos as mesmas pessoas, mas está tudo tão diferente agora. Isso me assusta muito, me deixa muito insegura, porém, hoje, foi o primeiro dia que respirei aliviada e senti um retorno positivo em relação ao nosso novo modo de lidar com a relação. É que basicamente, passamos 1 ano e 6 meses vivendo um para o outro, perdemos amigos, oportunidades, incluímos o outro em todos os nossos planos e perdemos totalmente nossa individualidade. Sempre achei que viver o "nós" e o "nosso" era algo saudável, mas descobri que um dia se torna insustentável. Olha, não é fácil reaprender, re-amar, modificar algo que demoramos para construir com mais de 1 ano. Dar mais espaço, dar liberdade para ele decidir se quer sair comigo ou com os amigos no final de semana, não ter mais a senha do facebook, controlar a insegurança, todas essas mudanças estão sendo muito radicais, as vezes confundo essa individualidade com falta de amor. Mas acho que vai ser bom para ambos, na terapia tenho aprendido que é algo natural, que se ele deseja cortar o "cordão umbilical" não significa que deixou de ser amor, e sim que estamos amadurecendo a relação. Será???




Acampamos no final de semana, e foi ótimo, essas coisas de sentir uma energia maior, um contato mais intimista com a natureza, o barulho das águas e dos animais, tudo isso me fez sentir uma paz que há anos eu não sentia, sério. 

Desde que me "tornei" ateia, passei a racionalizar mais, ler mais filosofia, história, Nietzsche, e perdi totalmente minha fé. O que senti perto da natureza, foi a mesma sensação que sentia em minhas orações quando seguia uma religião. Acho que vou me reaproximar do budismo, é a filosofia espiritual que mais agrega à minha essência.






Ah, emagreci, cerca de 10 kg, estou vestindo dois números à menos. SIM, estou feliz com isso! Só espero não engordar agora nas férias, e vou seguir a dieta coletiva que a Fer está organizando, até o natal pretendo perder e nunca mais achar outros quilos.

Estou deprimidamente bem.

Eu me sinto bem, mas me sinto triste, uma tristeza que não sessa.

Perder um filho é se perder. Me sinto abortada, abortada da vida de todos que eu mais amei, e as consequências? Abortei o que eu mais deveria amar.
Eu sei, não era um filho, não era um bebê, não media mais que 10 cm, mas o que importa o tamanho? O que importa de onde de fato começa a vida? Eu sinto amor. Começou com o amor recíproco entre duas pessoas, uma parte de mim, uma parte dele, e o resultado desse amor foi outra vida.
Pode parecer loucura, mas fiz uma lista de nomes, seria menino ou menina? Qual seria sua música preferida? Será que iria bem na escola? Qual seria sua cor favorita?

Tenho medo desses pensamentos assustarem meu namorado, afinal, ele não me obrigou, o aborto foi uma escolha nossa, em comum acordo, e consciente de que seria o melhor para nossas vidas. Mas mesmo assim, fico triste em pensar que ele não se importa, e eu, só penso nisso.

Eu sinto que seria um menino, e talvez colocaria nele, o nome de um dos meus ídolos do rock... Ou talvez não seria menino. Ou talvez não seria...

Aborto + controle alimentar + namoro

Quem acompanha o blog sabe o drama que tenho vivido nas últimas semanas, o término do meu namoro, a cachorrada que fizeram para nos separar, e os desequilíbrios alimentares que variavam ora em compulsões ora em nf, de acordo com o meu humor da vez.

Pois bem, desde a última vez que escrevi à vocês, aconteceram um turbilhão de coisas, tudo ao mesmo tempo, tudo involuntário, por impulso e quase irracional.

Achei o máximo ter perdido 6 quilos em um mês, sem seguir dieta alguma... Achei que estava funcionando muito bem compensar as compulsões vomitando e com nf no dia seguinte. Pudera, a verdade era que eu emagreci porque meu metabolismo estava acelerado... E o por quê? Estava grávida! Algumas mulheres perdem peso na gestação ao invés de engordar, isso acontece normalmente no primeiro trimestre da gestação.

Sexta-feira tomei coragem, fui á farmácia, e comprei um teste de gravidez. Eu não quis compartilhar nada dessa minha dúvida com meu namorado, porque até então, ele era meu EX. Quando surgiram duas faixas rosas no teste, indicando resultado positivo, me desesperei, pensei em me matar, pensei em correr, fugir, sumir, e em uma forma de contar pra ele o que estava acontecendo... não consegui pensar em nada, somente peguei o celular e sai andando sem rumo, encontrei uma rua tranquila, me sentei, e liguei pra contar. Ele me surpreendeu, foi calmo, compreensivo, carinhoso, e se preocupou em me deixar calma também. E ele me perguntou o que faríamos, não descartando a hipótese do aborto. E aí, no dia seguinte dessa conversa por telefone, combinamos de nos encontrar e fazer novamente um outro teste de gravidez juntos, e assim o fizemos, e novamente, resultado positivo: as duas malditas faixas rosas anunciavam.


Para conter todo desespero, ele me chamou para comer alguma coisa no shopping, passamos a tarde juntos e na maioria do tempo eu esqueci o que estava acontecendo. A dúvida era basicamente de quantos meses eu estaria, não sei se vocês sabem, mas um dia após a relação sexual, o teste de farmácia já acusa os resultados, e apesar de que não eramos mais namorados até aquele momento, dormimos juntos alguns dias antes. Compramos a pílula do dia seguinte, numa tentativa desesperada de não ser de fato uma gravidez e sim o processo de uma, e tomei dois comprimidos, lá mesmo no shopping. 
Enfim, no final da tarde, quando já nos preparávamos para irmos embora, ele me perguntou se eu tinha ficado com alguém depois que terminamos, eu disse que não, e perguntei sobre ele, e por sua vez, ele ficou bravo e não quis me responder. Depois de insistir, ele me confessou que ficou com uma menina que eu sempre morri de ciúmes. Fiquei tão nervosa e triste com a notícia, que fui ao banheiro vomitar. Chorei muito, fiquei muito decepcionada, apesar de saber que não eramos mais namorados. Depois de muita conversa, horas de choro e descontando toda minha raiva acusando-o, ele me surpreendeu e disse que queria tentar de novo, que queria cuidar de mim, que poderíamos voltar a namorar. Como eu vomitei, ficamos com medo e compramos novas pílulas do dia seguinte e eu tomei. Resolvemos sair, fomos á um bar de rock, bebemos, assistimos ao show de um cover do Raul Seixas, passamos a madrugada no bar e ás 6 da manhã voltamos pra casa. Ele dormiu aqui. Assistimos filmes no domingo á tarde, e eu comecei a sentir fortes dores abdominais, parecido com uma intensa cólica menstrual... na madrugada de domingo para segunda, fui ao banheiro e notei um sangramento. Segunda de manhã fui á faculdade e não aguentei, foi a pior dor que já senti na vida, desculpem-me os detalhes, mas eu contrai tanto de dor, que defequei na roupa, e já não era um sangramentozinho, era literalmente uma hemorragia, sujei várias peças de roupa durante o dia, usei mais de um pacote de absorvente. E ainda estou sangrando muito. Amanhã vou voltar ao médico.

Pois é, pelas contas, estava com 6 semanas de gestação, e a possível causa do aborto é o excesso de medicação (pílula do dia seguinte), álcool e vale lembrar que nesse período de 6 semanas, tentei me matar duas vezes tomando alta dosagem de remédios, sem saber que estava grávida. Embora eu não queira ter um filho agora, fiquei abalada com tudo isso, me senti um pouco mãe, fiquei imaginando a possibilidade de carregar um pedacinho do homem que eu amo dentro de mim. É o lado poético da situação que me emociona. rsrs
Tenho certeza que o aborto aconteceu porque provocamos, e pode parecer insensível dizer isso, mas eu iria até ás últimas consequências para não ter esse bebê. Eu sei que não era a hora, ter um filho faz parte dos meus planos á longo prazo, quem sabe daqui uns 10 anos... Mas mesmo assim, me sinto um pouco mãe.

O bom de tudo isso, é o apoio que estou recebendo dele, o carinho, a atenção, o conforto. Percebo realmente que ele realmente quer cuidar de mim. Mas será que ele só voltou comigo por pressão das circunstâncias? Será que ele realmente me ama, da mesma maneira que amava antes? 

Outra preocupação que tenho, eu emagreci durante a gestação, será que meu peso vai voltar ao que era? Será que vou engordar excessivamente?

Eu não quero parecer altruísta, só quero cuidar mais de mim, coisa que acho que nunca fiz. Quero me olhar ao espelho e me sentir mulher, porque nem isso já senti, sempre me vi como um monte de lixo que não merece valor algum. E o fato de imaginar que aqui dentro desse corpo, que eu tenho repúdio e maltrato tanto, estava sendo gerado um bebezinho, fez com que eu olhasse pra mim com mais carinho, com delicadeza.... não quero me aproveitar dessa situação, mas pela primeira vez me senti no controle, decidindo sobre o meu próprio corpo, não sou uma feminista-ativista, mas parece mais um desabafo, depois de tantos abusos sexuais, acho que perdi muito - se é que já tive - uma autoafirmação de mim mesma.

Eu sei, tá muito longa e confusa essa história toda, e acreditem, não está sendo nada fácil, ao mesmo tempo que estou aliviada e segura que tomei uma decisão, estou triste e comovida com o fato de interromper uma gestação.

É isso, espero que tenham paciência em ler este monólogo. Haha E ainda essa semana volto para dar notícias. 

Além do que se vê

"Postar com mais frequência" foi isso que prometi no post anterior, mas... Como podem perceber, não o fiz. Estou desanimada, confusa, sozinha.
É patética a minha situação, mendigando amizades por aí, e perceber que todo mundo tem sua rotina, seus compromissos, e parece que não tenho mais espaço na vida dos outros.

Ontem eu sai com uma amiga que estudou comigo há 3 anos atrás, foi a primeira vez que saí depois que meu namoro acabou. Depois de quase chamar o chat inteiro do facebook pra tomar uma cerveja comigo, ela era a única que estava disponível. E a companhia dela foi divertida, bebemos, fumamos uns dois baseados durante a noite, rimos, rimos e rimos muito. Mas, no finalzinho da noite, começa a tocar nirvana, a banda preferida dele... E cadê ele? Por que ele não tava lá do meu lado? Por que ele diz que me ama, faz sexo comigo,  me beija, e me dá alguns segundos de entrega, olhando no fundo dos meus olhos, me fazendo sentir que existe amor sim, mas depois ele muda o semblante e só tem uma justificativa "Já tomei minha decisão, quero mais espaço, quero ter mais tempo para fazer o que eu gosto, e mesmo te amando, não quero voltar com você..."

Injusto. Falta tanto amor no mundo, e quem tem, não quer dar... Muito injusto.

Depois que tocou nirvana, fumei um maço de cigarro inteiro, voltei pra casa, bêbada e sozinha. Deitei na minha cama e pensei "Falta algo, falta alguém", peguei o celular e mesmo sendo de madrugada, liguei pra ele. Ele não me atendeu...

"Sei, que a tua solidão me dói, e que é difícil ser feliz mais do que somos todos nós, você supõe o céu. Sei, que o vento que entortou a flor passou também por nosso lar e foi você quem desviou com golpes de pincel... Eu sei, é o amor que ninguém mais vê..."

Decadence Avec Elegance

Oi queridas... bem, resolvi aparecer com mais frequência, e aqui estou eu de novo... 
Depois do "choque" psicológico de domingo, eu resolvi mudar minha postura. Acho que minha tristeza tem irritado todo mundo á minha volta, talvez por gostarem de mim e não quererem me ver sofrendo, mas por outro lado, acho que não deveriam ser tão duros comigo. É certo que existe uma realidade diferente da minha perspectiva pessimista e decadente, mas querer me fazer enxergar jogando na minha cara desprezo e indiferença, me magoou muito... E ainda estou magoada! Mas se teve algo de positivo, foi me fazer perceber que com desespero e ansiedade não vou conseguir nada do que quero.
Segunda e terça foi bem tranquilo, estou ocupando minha cabeça, assistindo Grey's Anatomy, lendo bastante, inclusive, estou lendo a biografia do Lobão, e o título do post é uma música do mesmo, "decadência com elegância", que agregando ao contexto do que tenho vivido, significa que vou passar por esse momento de decadência, de crise e questionamentos e decepção pessoal, com elegância, com equilíbrio. Eu não quero mais me desesperar, quero provar pra todo mundo que vale á pena SIM confiar em mim, e que eu sou mais que tudo isso... Ainda existe muitas coisas boas dentro de mim, eu quero fazer as pessoas perceberem isso, entendem?!

Hoje, particularmente, eu estou bem triste... mas calma, tranquila. Eu estou sentindo meu coração bem apertado, um nó na garganta. E essa triste angustia tem nome. É saudade...
Gente, meu namorado me faz muita falta, eu só queria um abraço, um colo, um carinho... 
E ainda sobre ele, estamos nos falando, e as conversas tem sido bem amigáveis e compreensivas. Eu o amo tanto, e é um sentimento tão grande. Tem uma música do Nando Reis que diz "(...)tornar um amor real é expulsá-lo de você, para que ele possa ser de alguém..." e a sensação que tenho, é que estou impedida de "expulsar" esse sentimento, e o que eu mais queria, era guardá-lo num potinho e entregar pra quem eu amo, sabem?! rsrs

Ah, e antes que eu me esqueça, no meio de toda essa turbulência, eu emagreci, e resolvi focar nisso, cuidar de mim, da minha pele, do meu corpo, quem sabe assim eu não consigo provar pra todo mundo que eu estou mudando?! E nessa ânsia de mudar, mudei o template do blog também... Repararam?

Amanhã tenho psicóloga, e quero compartilhar com vocês uns exercícios psicológicos que tenho feito diariamente á pedido da mesmo, mas isso fica para o próximo post...

Se cuidem, e MUITO obrigada pelo apoio de vocês!  

Trago notícias... (PARTE II)

Queridas, vim escrever a continuação do último post...
Onde parei? Ah sim, contei que o "amigo" disse ao meu namorado uma versão chula da história toda...

Minha sogra me ligou, dizendo que meu namorado não havia voltado para casa depois do trabalho, nem ido á faculdade, e seu celular estava fora de área.
Liguei pra um amigo que trabalha com ele, e sim, ele estava com esse amigo, na mais lamentável situação: bêbado, transtornado, despejando em mim todo ódio do mundo.
E os dias que sucederam foram da mesma forma... Ele não me atendia, fui á casa dele e ele não me recebeu. Cheguei ao meu extremo, já estava há mais de 35 horas sem dormir e fiquei sufocada com tudo isso. Tomei 20 comprimidos de Serenus, um calmante... apaguei. Dormi umas 10 horas, quando acordei, não conseguia me levantar, as pernas ficaram dormentes, e eu não tive força, tão pouco equilíbrio para me manter em pé. 
Fui levada ao hospital e passei 12 horas em observação.

Eu resolvi contar pra minha mãe das compulsões seguidas de vômito. Ela se surpreendeu, e perguntou o por quê de ter voltado á fazer isso, que ela se lembrava que quando eu era mais nova eu costumava fazer isso "para aparecer"... E aí eu disse que nunca havia parado.
Existiram sim períodos, nesses 5 anos, que eu fiquei 9 meses sem vomitar, outros períodos menos, mas de fato, nunca parei.

Depois desse incidente, e por pressão de todos os lados, meu namorado aceitou encontrar comigo para conversar, rolou beijo, carinho, lágrimas, outras vezes ele demonstrou muita indiferença e raiva dessa situação toda, e foi irredutível, manteve a decisão de terminar o namoro, disse que não confia mais em mim porque eu menti, e que isso não devia ser ignorado, me disse 'eu te amo', e disse que continuaria ao meu lado. 

Desde então, eu não o vi mais. Mas tenho tentado uma aproximação. Acho que poderia dissertar melhor dizendo que tenho FORÇADO uma aproximação. Eu ligo todos os dias, fico de vigília no facebook dele, sofrendo se vejo alguma coisa que me remete ciúmes. E isso tem o irritado bastante... Tivemos uma "discussão" semana passada, na quarta-feira, onde eu me senti um fantasma assombrando a vida dele, e fui radical, quebrei meu chip do celular, excluí o facebook, começou a chover, fui pra chuva... Lavar a alma... Entrei em casa direto na cozinha, nessa altura minha ansiedade já predominava violentamente. Comi bolo, peixe, arroz, empurrando tudo com água, comi com a mão, feito um animal. Comi... Comi... Chorei... Vomitei...

Quinta-feira fui á psicologa, como estou em inicio de terapia, ela não me diz nada sobre o que fazer, como agir, ela só me pergunta os sentimentos que sinto e as atitudes que tomo em relação á tudo, acho que primeiro ela precisa traçar um "perfil" psicológico, pra depois me direcionar. Então, por enquanto, não vi resultado ou expectativa de melhora no tratamento, mas estou confiante...Quando cheguei em casa, minha mãe disse que ele havia ligado. Eu não esperava essa atitude dele, achei que ele ficaria feliz se eu sumisse, achei que ele se sentiria aliviado com a minha decisão de me "desconectar" do mundo. Retornei a ligação, e ficamos conversando por mais de uma hora... Ele me disse muita coisa bonita e positiva sobre mim. Disse que não queria deixar de falar comigo, até deu "satisfação", disse que não está saindo com ninguém, nem falando com outras garotas na internet.
Fiquei feliz. Confiante. Otimista.

Mas.... na sexta tive outra crise. E no sábado também. E domingo (ontem) mais outra... O que deixou ele de saco cheio, impaciente, e com um desprezo muito grande por mim. Além disso, minha melhor amiga disse que não passo de uma egoísta que não quer reagir para enfrentar os problemas. E aí, mais uma vez, peguei uns 6 comprimidos de sertralina, e outros 4 de buscopan - era o que eu tinha "acessível" no meu quarto - e os tomei todos juntos no seco, o que me fez sentir descendo pela garganta... 
Em seguida, fui até a minha mãe, chorando, e esperando um abraço, um apoio, e ela só conseguiu gritar comigo, me fazendo sentir pior. Comecei a sentir as mãos formigando e as pernas dormentes, eu chorava tanto que contraia muito o diafragma, o que sempre me dá ânsia de vômito. Corri para o banheiro e vomitei. Minha mãe disse que eu não a respeito, que se eu quiro vomitar e acabar comigo aos poucos, é pra eu fazer escondida e sozinha, e repetiu várias vezes que cansou de tentar me ajudar. 

Sai andando.
Peguei o celular da minha mãe e sai... 
Fui parar em outro bairro, em uma rua sem saída, sozinha.
Liguei pra ele, ele me ouviu, e falou comigo até eu ir pra casa. Mas ele continuou indiferente e irritado, me dizendo que não acredita mais em mim, que eu nunca mudo e nem supero nada, que pareço uma criança mimada.
Pensei sobre isso, e realmente, sentimentalmente pareço uma criança, que se comove com qualquer coisa, que não aceita os "nãos". Mas será que isso não tem a ver com o fato de não ter sido uma criança quando devia? De terem tirado a minha infância... 

Em um único final de semana, eu consegui afastar de mim as pessoas que mais gosto, e ouvi de todas elas, que elas não acreditam mais em mim...

Se eles não acreditam, quem dirá eu, não?!

Trago notícias...

Vim trazer notícias: sim, infelizmente estou viva, mas descompensada, tanto psicologicamente quanto fisicamente...
E na boa...?! É um porre vir escrever sobre quanto eu sofro, ou quanto minha vida é uma merda... Ultimamente não tem existido outras variáveis, só venho escrever sobre isso. E não fiquem de saco cheio, nem desistam de mim, apesar de todos os dias eu desistir um pouco mais...

Vou tentar fazer um resumão sobre os últimos acontecimentos. Eu comentei que meu namorado terminou comigo, né? Vou contar o motivo, pois bem, de um tempo pra cá, me aproximei do melhor amigo dele, começamos a sair juntos e a nos falar sempre pela internet, e aí fomos pra um bar certo dia, e o tal amigo tentou me beijar quando meu namorado não estava perto. Eu o empurrei, discutimos, mas a verdade é que eu estava tão bêbada que nem entendi direito o que estava acontecendo... no dia seguinte o amigo me ligou, desesperado, pedindo pra eu não contar pro meu namorado, que ele não sabe porque fez aquilo e etc e tal... Fiquei na minha. Quando encontrei de novo com ele, e que tivemos a "oportunidade" de ficarmos sozinhos, o menino simplesmente se declarou, e até chorou... Disse que não parava de pensar em mim, ressaltava á todo momento que meu namorado tinha muita sorte, e no meio daquilo tudo eu me comovi e dei um abraço nele, e ele disse pra mim "esse é o momento mais romântico da minha vida, é a primeira vez que me declaro pra alguém..." 
Podem me chamar de idiota, mas eu realmente cai nesse lenga-lenga, nesse papo de bêbado cafajeste, e me comovi totalmente com esse drama de novela mexicana, e me propus a tentar ajudar, a mostrar que ele tava se iludindo, que na verdade ele não gostava de mim, mas o que parecia, era que eu era a única menina que ele deu abertura pra se aproximar dele, pra falar coisas sérias, sobre problemas familiares, e etc... E falei isso pra ele, que na verdade ele estava confundindo as coisas... IDIOTA! É isso que eu sou! I D I O T A. Qualquer pessoa no meu lugar contaria pro namorado, abriria o jogo, e nessa situação, quem estava com razão era eu, eu não tinha culpa alguma de tudo isso, e quem sairia perdendo era o amigo... 
Mas deixei me envolver, me comovi, e sabem o que aconteceu em seguida? A primeira oportunidade de ficar sozinho comigo novamente, ele tentou me beijar... de novo... e beijou. Quando eu entrei em meu estado quase consciente novamente - porque sim, nessa altura eu já estava trêbada - minha primeira reação foi empurrar ele novamente e eu realmente estava decidida á contar pro meu namorado, percebi naquele momento que não tinha mais o controle da situação, que não importava as incontáveis conversas, ele sempre tentaria me beijar, e percebi que ele não era confiável. Gente, no dia seguinte, senti muito nojo da cara dele. MUITO! Foi a primeira vez que beijei alguém além do meu namorado, depois de mais de um ano e meio, e a única coisa que eu pensava era que aquilo tudo era nojento.
Desativei meu facebook e tomei a decisão de não sair mais pros mesmos lugares que eu sabia que ele estaria, mas nessa altura, meu namorado já estava desconfiado, e me perguntou o que estava acontecendo, e eu, desesperada, me sentindo culpada por ter permitido de alguma forma que aquela situação acontecesse, e menti. Olhei nos olhos da pessoa que eu mais amo e que sempre me respeitou e me tratou com carinho e simplesmente menti.
Sabem aquela música do Cazuza? "Mentiras sinceras me interessam..." Eu não parei pra pensar na gravidade daquilo tudo, só pensei em preservar meu namoro, em proteger meu namorado daquela situação toda, e naquele momento achei que mentir seria o certo.

Quando você está enxergando essa história toda de outra perspectiva, certamente você dirá que realmente fui idiota, que a pior decisão que tive foi mentir naquela situação. Mas quando você vive aquilo, está envolvida totalmente e levada pelo desespero, você não consegue pensar de outra forma, não consegue enxergar outra perspectiva. 

O "amigo" do meu namorado me procurou algumas vezes depois disso, mas eu não escondi dele o repúdio que tinha de toda essa situação. Até que um belo dia, ele me ligou, seis horas da manhã, e disse que estava ligando só para perguntar como estava meu namoro, e eu disse que estava tudo bem, e a conversa não se estendeu muito. E nesse mesmo dia, á tarde, ele esteve com meu namorado e contou pra ele, não sei direito como e nem o quê ele disse, mas contou que ficamos, e pelo o que parece não contou nada dessa história de estar apaixonado por mim, tão pouco que ficou correndo atrás e se declarando. 

Ficou enorme esse post, então amanhã ou segunda eu faço uma continuação... 
Mas acreditem, tenho vivido os piores dias da minha vida, ao ponto de dormir e acordar na madrugada questionando o universo "por que ainda estou viva?".
Com tudo isso, tenho tido uma compulsão atrás da outra, vomitado em média umas 4 ou 5 vezes ao dia, desenvolvi uma espécie de "tremedeira" nas mãos, o que nunca me foi comum. Sempre que choro - todos os dias e quase o dia todo - eu tenho uma terrível enxaqueca, e começo a tremer. 
Tenho perdido muitas aulas na faculdade, estou muito desmotivada, me sentindo muito culpada, e muito pessimista em relação á tudo...

 

Um dia pior que o outro...

Oi gente, quando eu acho que as coisas não podem piorar, não é que a vida se mostra ser pior do que posso esperar?!

Há uma semana minha vida se transformou em um caos: meu namorado terminou comigo, meus pais já sabem da bulimia, dos abusos sexuais; Tentei me matar, tomando uma alta dosagem de medicamentos na quinta passada, passei a sexta no hospital, e dessa vez, sem meu amor por perto, sem me sentir segura, sem o abraço e carinho dele.


Como eu havia dito, sobre a psicóloga, na semana passada não estava em condições de ir á consulta, mas fui ontem, e já de cara abri o jogo, contei tudo...


Eu não me lembro de ter sofrido tanto em todos meus 19 anos de vida...

Desisto de mim. Desisto!

Preciso de vocês!


Oi gente, sei que assustei vocês nos meus últimos posts, mas eu também estava (e ainda estou) um pouco assustada! Ultimamente tenho passado por crises intensas, conturbadas e fazendo uma besteira atrás da outra. 
Pois bem, resumidamente dissertarei, tentarei ser breve e não cansar vocês com posts imensos e detalhistas de um sofrimento que todas conhecem, e estão cansadas de ouvir sobre...



Desde que assumi que pararia de miar, venho tendo compulsões diárias, uma atrás da outra, uma maior que a outra, e por sua vez, senti que parei de emagrecer, se é que não estou engordando, não quero nem pensar nisso. O problema é que as dores abdominais estavam muito intensas, eu carregava na bolsa três tipos de remédios para dor, porque desde que passei mal e desmaiei no metrô, o medo de passar mal novamente fora de casa era constante. Era uma dor insuportável de prisão de ventre, dores constantes estomacais e a garganta ferida e ás vezes chegando a sangrar. Acho que depois do blog, canalizei muito mais minhas frustrações na bulimia e em nf, e vomitava 5, 6 vezes por dia, dependendo do quanto eu ingeria, até suco ou fruta. Cheguei até á estourar os vasinhos de sangue ao redor dos olhos, fiquei cheia de manchinhas vermelhas nessa região, devido á força e pressão diária aplicada na face quando induzia o vômito. 

Meu namoro estava passando por crises também, mas estou trabalhando muito para consertar as coisas em relação á isso, saindo mais, tentando transformar a nossa rotina, e tentando reconquistar meu namorado, não que eu ache que ele deixou de me amar, mas desde que despejei sobre ele todos meus problemas, desde a história dos abusos sexuais até a bulimia, acho que ficou muita coisa sobrecarregada nas costas dele. Talvez ele tenha se apaixonado por uma mulher diferente do que eu realmente sou, e depois de mais de um ano descobrir tudo isso sobre mim, deve ter pesado pra ele. E a pergunta que eu me faço todos os dias, é como reconquistar, como fazer alguém me amar, se eu tenho nojo e repúdio de mim mesma?

Quebrei outra barreira e farei outra tentativa de ir ao psicólogo. Eu não sei como, porque vocês sabem, ou devem imaginar que é muito difícil falar sobre tudo isso, e apesar de estar disposta á contar tudo dessa vez, eu não sei como o farei. Enfim, está marcado para essa semana, na quarta-feira, ás 14 horas. 

Estou com medo, estou assutada, estou tentando concertar tudo isso por ele, mas a gente sabe que não tem como concertar o passado, não tem como mudar minha história, só espero que o peso de tudo isso não me enterre cada dia mais nessa infelicidade que me assombra.

Estou tentando ser feliz, mas dói até as tentativas.
Faço por ele, porque juro que nunca recebi tanto amor em toda minha vida. É por ele, ele merece que eu seja alguém melhor!
Que saco, nada da certo pra mim, e nem dá pra contar por aqui e nem pra ninguém. Estão acontecendo coisas graves comigo, e ninguém está disponível pra me apoiar, quem sempre esteve, só me trata friamente. Eu não mereço o amor de ninguém, eu sou estúpida, gorda, e não convenço mais ninguém com as minhas lágrimas, simplesmente ignoram tudo que sinto. Eu nunca vou ser feliz, a felicidade é inalcançável para pessoas como eu!

Help


Meninas, se eu trocar o nome da URL do blog, ainda assim conseguem me filtrar e achar no google? É que eu desativei a opção de filtro e mesmo assim, se digitar Luiza Marchi, aparece meu blog lá.
Tenho tanta coisa pra contar, estou desesperada, mas só posso contar depois que souber como ficar inativa pro mundo "fora" daqui, da nossa casinha, do blog... 

Rotina da faculdade + Sumiço

Desculpem meu sumiço, percebi que não foi só eu, mas passei para dizer que me preocupo com vocês, quero me manter informada, por isso não abro mão do blog. Tentei passar no blog de cada uma, mas ficou bastante post acumulados para eu ler e fiquei perdida!

Depois da minha viagem de agosto, tenho passado mal constantemente, e não defini nenhuma meta, até porque fazer dieta nesse momento é improvável pra mim. Os sintomas são os mesmos, dores abdominais, intestino atrapalhado, e quando mio sinto muito incomodo na garganta e forte dor abdominal. Tenho conseguido diminuir as frequências que mio, e poder falar abertamente com meu namorado sobre isso me ajuda muito também!

Estou em semana de prova na faculdade, acordando e dormindo cedo, estudando bastante, e nos finais de semana me dedico ao meu namoro, então os intervalos entre um post e outro deverão ser maiores!

Cuidem-se!

Viajem do Fim de Semana + Consequências da bulimia

Oi gente, eu viajei esse fim de semana, e vim contar como a bulimia tem me impedido de viver normalmente, e como situações simples, mas que me tiram da rotina, tem agravado minha saúde. 

Bem, fui para Belo Horizonte na sexta (23 de agosto) á noite, até então, não ocorreu nenhuma anormalidade, almocei em casa e miei durante o dia o pouco que comi. Chegando em BH, na casa da minha prima, comemos pizza, e ela mora em apartamento, não dava para miar lá, qualquer barulho, perceberiam, fora que é super chato miar fora de casa, não é mesmo?! A comida, vocês já devem imaginar, ficou pesando no estômago, subia e descia, causando muita ânsia, mas aguentei firme se estendendo ao sábado, que mesmo comendo compulsivamente, também não miei. Detalhadamente, no sábado comi feito uma porca, tomei café da manhã, almocei, tomei açaí á tarde e á noite foi a festinha de aniversário do meu afilhado, me entupi de salgadinhos, docinhos, refrigerante e bolo, mas como tomei umas latinhas de cerveja, fiquei com sono bem rapidinho, e não senti tanta fadiga. Já no domingo, fomos ao zoológico, comi um hambúrguer imenso por lá, e quando voltamos para casa da minha prima, ainda comi mais. Poucas horas antes do voo de volta para São Paulo, eu senti uma forte dor abdominal, para ser sincera e sem exageros: uma aterrorizante dor, a pior dor que já senti na vida. E aí não tive como evitar, miei muito. Todos ficaram preocupados, achando que passei mal em consequência á algo que comi. Chegando no aeroporto, não queriam me deixar embarcar, estava visivelmente mal, e tive que passar pelo posto médico para ser liberada ao embarque. A médica disse que pelas características da dor, era provável ser prisão de ventre, e detalhe, desde que minha bulimia se intensificou, eu praticamente interrompi as atividades intestinas, porque eu mio TUDO que como. 

De volta á São Paulo, pesquisei as possíveis relações entre a dor abdominal intensa que senti com a bulimia, e minhas suspeitas se confirmaram, realmente, pelas minhas pesquisas, a dor é consequência da bulimia. 
Como vocês sabem, a única pessoa que sabe da minha doença é meu namorado, e ele presenciou tudo, as compulsões do fim de semana, o quanto chorei de dor horas antes de voltar pra casa, e ele ficou muito preocupado e conversou muito comigo, pediu pra eu tentar deixar de vomitar, e até me prescreveu uma dieta rs, disse que era pra eu diminuir a quantidade de porção de comida e me alimentar de 3 em 3 horas. Ele é muito carinhoso e atencioso, e é muito ruim ver ele tão envolvido e preocupado comigo dessa forma. Me sinto muito culpada em estender esse sofrimento á ele, e estou tentando parar. É muito difícil, ainda não consegui deixar de vomitar todos os dias, mas estou diminuindo a frequência gradativamente.

Hoje, indo á faculdade, passei mal no metrô, a mesma dor abdominal, e aí eu tomei dois comprimidos de buscopan, o detalhe é que não comi nada antes de sair de casa, minha pressão baixou e eu desmaiei na estação.

É muito difícil tudo isso, apesar de tentar deixar de vomitar, ainda me sinto feia e gorda, e muita culpa ao comer. :(

Agora vou passar no blog de vocês e ler as novidades.
Beijos :*  

Morrer de Tédio.

Meu desenho, adaptação da fotografia "Goodbye Jan!" de Saudek.
A verdade é que eu não sinto mais raiva ou tristeza: sinto tédio.

Dos mesmos velhos discursos que ouço todos os dias. Tédio de me sacrificar.
Tédio de enfiar a cabeça na privada e vomitar diversas vezes por dia.

Tédio em dissertar sempre sobre os mesmos problemas, não conseguir resolve-los e sempre terminar o dia com a culpa que invade e paralisa.

Tédio em sobreviver.

De volta á rotina...


Essa semana que voltaram as aulas para os veteranos na faculdade, e eu desandei na dieta, mas não tive nenhuma compulsão, estou conciliando um LF com a rotina. E as meninas da faculdade disseram que emagreci nesse período de férias, fiquei animada com os comentários. rsrs


Tenho miado todos os dias, cerca de 4 vezes, qualquer coisa que como, pesa no estômago e me dá uma vontade incontrolável de miar, até frutas ou um suco. Ontem minha garganta sangrou um pouco, está tão inflamada que estou rouca. O pouco que comi ontem no shopping, me fez sair correndo da sala do cinema até o banheiro. Eu odeio miar em locais públicos.


Fora isso, não tenho outras novidades, e nenhuma outra nova meta pra seguir, vou esperar passar essa primeira semana de volta ás aulas e voltar de fato á rotina, para definir uma meta. 

Vou passar nos blogs agora e ver como vão vocês, fiquei todos esses dias sem aparecer por aqui, mas li os comentários que me deixaram no último post, e fico muito feliz por ter o apoio de vocês! <3 

Mais um post chato e deprimente!


Oi meninas, gosto de dar um intervalo de alguns dias entre um post e outro, até porque nunca consigo ser breve e publico sempre textos enormes.
Mas hoje vou quebrar essa regra, e escrever novamente pra vocês.


A Ana Butterfly, do To be a Skinny Girl contou em seu blog um pouco sobre a T.A e a relação dela com a mãe. Quando ela contou que miava ao ponto de a garganta sangrar, eu me lembrei que uma vez, há uns 4 anos atrás, eu senti tanta fome e não queria comer, que me tranquei no banheiro e empurrei a chave na fresta da porta. O desespero foi tão grande, que eu comi papel higiênico. É tão humilhante dizer isso. 
Depois esperei alguém chegar em casa para abrir a porta pra mim, inventei uma história que a chave caiu, empurrei sem querer com o pé e acabei ficando trancada.


Já não consigo passar um dia sem chorar. Eu como chorando, a culpa vem antes, me sinto culpada em sentir fome, me sinto culpada em comer, me sinto culpada em vomitar, sinto muito nojo limpando a privada, nojo de toda a situação, nojo de mim.
Eu não preciso de nenhum motivo para ficar triste, eu simplesmente fico. E mesmo nos dias em que amanheço um pouco mais motivada, leio o sofrimento de vocês em seus blogs e me identifico, me lembro das minhas frustrações, me desespero.


É tão humilhante passar por tudo isso sozinha, ter todas essas lembranças, olhar pro meu corpo e lembrar que já abusaram sexualmente de mim. E quer saber, me sinto culpada por isso também, e sou culpada em não conseguir superar nada disso. Sou culpada por tudo, e uma covarde também.


Odeio ter que ficar escrevendo sobre essas coisas chatas, que não fazem bem, muito menos trazem algo de construtivo pra alguém. Mas essas coisas pesam tanto, que me fazem estar aqui, acordada, ás quase 3 da manhã, me impedindo de dormir, e ás vezes parece que me impedem de viver. 


Vocês já se sentiram mortas? Eu tive essa sensação, no dia que contei aqui que tentei terminar com meu namorado. Teve um instante, que esqueci de tudo, como quando a gente medita: esqueci do sofrimento, do amor, de mim. Me senti como se tivesse dormido, e só voltei á "consciência" quando meu namorado me disse "Respira". Eu não sei explicar a sensação, e nem o que aconteceu exatamente naquele momento, mas parece que eu involuntariamente esqueci de respirar. Eu nunca ouvi ninguém falar que já sentiu isso antes, não acredito em alma, em nada disso, mas a sensação que tenho é essa, de ter me entregado por alguns segundos e ter virado levemente, alma.

Desabafo.

Oi meninas, bom, tá tudo certo com a dieta, mas hoje foi um dia muito difícil.

Eu uso o pseudônimo de Luiza aqui no blog para me preservar. E aí, deixei a conta do google logada com o e-mail que uso para gerenciar o blog. Meu namorado foi usar meu notebook e achou estranho o nome Luiza ali no cantinho da página, quando eu percebi que ele tinha visto, pedi pra ele não clicar. Ele saiu imediatamente de perto de mim, fiquei paralisada e comecei a chorar. Fiquei imaginando como contaria, como me abriria á ele sobre isso. Quando ele voltou pra perto de mim, voltou imaginando mil coisas, que eu tinha uma conta falsa para poder me relacionar com outras pessoas, coisas desse tipo... Eu tive que explicar, e mostrei o blog pra ele, mostrei as pessoas que seguiam, disse que era importante ter com quem conversar sobre isso. Eu não conseguia parar de chorar nem um segundo, me senti culpada por esconder tudo isso dele, acho muito importante ser sincera em um relacionamento, até mesmo pra que ele seja verdadeiro. Além de culpa, senti vergonha, vergonha de mim, do meu corpo, vergonha dos meus problemas. Foi quando mais uma vez, ele me fez lembrar o porquê que sou tão apaixonada: ele me abraçou, disse que entendia que eu queria preservá-lo desse assunto, e que ele sempre estará ao meu lado, e para descontrair ficou me chamando de Luiza haha. ♡ ♡ ♡

Assim como apresentei vocês ao meu namorado, tomo a liberdade de postar uma foto nossa aqui:



Durante muito tempo carreguei e suportei muita coisa sozinha, o que me fez acumular muitas frustrações, apesar de ser muito difícil me abrir e dividir com outras pessoas o que eu sinto, isso me mostra que não estou sozinha, esse apoio é melhor sensação do mundo! Declaro aqui minha gratidão á cada uma, e ao meu amor, que me aceita e me ama da maneira que sou.

Motivação + Recomeço + Nova Meta

Oi meus amores, estou mais motivada, confiante e determinada. E a culpa de tudo isso é de vocês. Sério! Se eu pudesse, dava um abraço em cada uma. Pegava toda frustração e melancolia de vocês e carregava para longe, da mesma forma que a força e carinho que recebo de vocês, levam para longe os meus medos e inseguranças! 


Eu resolvi recomeçar, de novo, e não me envergonho disso, vou recomeçar quantas vezes for preciso, não posso desisti de mim, assim como não desisto de vocês. 

Fracassei na Dieta do ABC, tive minha compulsão após 9 dias, e só perdi cerca de 3kg. 
Não quis levá-la até o fim, não sinto preparada emocionalmente para manter 50 dias de dieta.

Vou dar passos mais curtos, até mesmo para não me frustrar. 
Escolhi uma nova dieta, a Dieta do Leite.

Ahhh, e agora vocês podem me contatar, diretamente pelo e-mail, ali na barra de menu, 
clicando em contato. 
Tenho recebido perguntas frequentes, e dessa forma facilito o nosso contato.

Impacto pós último post + Recaída + Compulsão


Então, gostaria de agradecer imensamente aos que leram meu último post, chorei com cada comentário. E é muito importante ter esse apoio de vocês!

Mas a questão é que ter postado aquela carta aqui, mexeu comigo, fiquei me sentindo uma idiota por não conseguir resolver e superar sozinha meus problemas, me senti o tempo todo impotente e incapaz, em todos aspectos. Tentei terminar com meu namorado, porque a única coisa que conseguia pensar é que nunca vou fazer alguém feliz.



Estou escrevendo esse post chorando tanto, infelizmente tive minha primeira compulsão após 9 dias de ana boot camp, fiz isso de propósito, com raiva, me sentei á mesa e repetia internamente o tempo todo: "eu nunca vou ter o corpo que quero, nunca vou ser o que quero". Descontei tudo na comida, descontroladamente, sem nenhum pudor. Depois miei, mas não me preocupei em miar tudo que havia comido.

Eu queria muito ser forte, superar e assumir a minha realidade. Eu não sei mais de onde tirar forças para seguir em frente. :( :( :( :( 


Amém! É o que quero para mim e á todas vocês!

AVISO: O post á seguir, requer muita paciência, por ser longo e depressivo.

Oi gente, mais uma vez gostaria de agradecer. Á cada uma de vocês, á cada palavra, ao tempo que levam em ler o blog, e ainda por serem tão compreensíveis nos comentários! Tudo isso me motivou a tomar uma decisão, que para mim, é a mais difícil que eu poderia tomar. 

E explicarei: já passei por dois psicólogos e um psiquiatra diferentes ao logo dos últimos anos, e não consegui me adaptar, sempre me sentia hostilizada com todas aquelas perguntas diretas. Mas, a última psicóloga com quem passei, que na verdade é uma amiga de faculdade, se mostrou bem compreensível e não fazia perguntas em tom de julgamentos, o que me fez ter uma confiança muito grande, mas não o suficiente para assumir meus "traumas". Uma vez escrevi uma carta, contando um pouco de mim. Minha intenção era após escrever, mostrar á alguém. Resolvi enviá-la á ela por e-mail, mas surpreendentemente, ela se recusou. Disse que existe um protocolo, que ela quer é justamente me fazer assumir esses sentimentos e falar abertamente sobre os mesmos, que eu poderia ler o que eu escrevi para ela, mas que esse "contato", deveria acontecer pessoalmente, até mesmo para ela avaliar minhas emoções e me fazer falar, colocar para fora o que venho sentindo. Resumindo, me recusei, não me sinto preparada em assumir, muito menos dizer á alguém, o que já se passou comigo. Já não tinha mais como justificar as minhas atitudes, se não conseguia nem ao menos assumi-las. 

Dado tudo isto, resolvi compartilhar com vocês o que escrevi, as coisas se tornam mais fáceis sem o contato que a psicóloga disse fazer parte de um protocolo,  e mesmo que ela pense que encarar tudo isso falando abertamente me faria melhor, eu prefiro dar um passo de cada vez. Em janeiro deste ano, tomei coragem em escrever, e escolhi vocês para compartilhar a carta. Quem sabe daqui outros 8 meses, eu tenha coragem, em finalmente falar sobre tudo isso, para quem sabe um dia, superar! 

Segue a carta que escrevi:


 "São Paulo, 27 de Janeiro de 2013. Ás 05 hrs 04 min.

Eu realmente não sei como começar esse e-mail, e não consigo definir o que busco com o mesmo, poderia resumir que simplesmente quero ter uma sensação de "alívio", que aliás, há muito tempo não sinto.  Peço gentilmente um pouco de paciência. Vou tentar me apresentar e resumir um pouco da minha história. Tentarei ser breve:



Meu nome é Luiza Marchi, tenho 19 anos, nasci e vivi a maior parte da minha vida numa pequena cidade da zona da mata mineira.
Meus "problemas" com meu corpo, começaram muito cedo, embora eu não tivesse consciência disso. Dos 6 aos 11 anos, eu sofri violência sexual inúmeras vezes, por uma pessoa muito próxima dos meus familiares, além de várias ameaças, sem ninguém nunca ter descoberto. Tive muito medo, ficava muito confusa, e quando finalmente me livrei do convívio diário do mesmo, comecei a sentir outros sentimentos, em maior intensidade a culpa e muito repúdio ao meu corpo. Aos 12 anos vivi minha primeira "apaixonite" por um garoto mais velho, pouco interessado em meninas novas, consequentemente não me correspondeu como gostaria. Hoje, tenho maturidade para reconhecer que dificilmente um garoto de 17 anos se interessaria por uma menina de 12, e que todos temos o direito de não "querer alguém", mas isso não se aplica á minha mentalidade da época. Me sentindo culpada também por isso, assumi o pensamento que precisava emagrecer para me livrar de todos esses sentimentos. Coincidentemente, nessa mesma época, meados de 2006, estreou a novela Páginas da Vida abordando um assunto até então desconhecido para mim, a bulimia. 

Se o intuito da novela em levantar polêmica á esse assunto era prevenção e alerta da doença, para mim teve efeito contrário, o tão popular assunto se tornou uma possibilidade em minha vida, um 'escape' para todos aqueles sentimentos que sentia. Costumo dizer, que quando vomitava estava colocando para fora não só o que comia, mas toda minha ansiedade e culpa, o nojo que sentia do meu corpo por estar uns quilos á cima do ideal e o silêncio sobre a violência sexual que vivi por anos na infância.
Apesar de muito difícil, especialmente para mim, que sempre odiei vomitar, encontrava o isentivo que precisava em comunidades do orkut pró ana\mia, onde tinha acesso á dicas e experiência de outras meninas, por exemplo como tornar o processo menos difícil e quais alimentos eram mais fáceis de se vomitar.

Após alguns meses, os desmaios eram constantes e vomitar habitual - sempre após as refeições - independente do local: escola, casa de amigos e familiares, restaurante, etc... 
O que tornou óbvio para meus pais que eu era bulímica. Ao contrário da maioria das famílias, não tive apoio ou ajuda, minha mãe me acusava de ser influenciada pelo que via nos meios de comunicação e que certamente esse comportamento era típico de uma adolescente rebelde. Vez ou outra ela dizia "é só uma fase, não é necessário psicologo, tirar o computador e o celular por umas semanas resolve..."
Acho que não é necessário dizer que os castigos que me eram impostos não resolveram, e mais do que nunca me sentia sozinha.
Quando passamos por qualquer situação que nos delimita e nos oprime, não imaginamos quão forte podemos ser, até que a única alternativa é ser forte, foi assim que me livrei temporariamente da bulimia. Foram 3 anos de "idas e vindas", de lutar sozinha contra todo peso que carregava, de recaídas, de ter a pressão arterial oscilando sem recorrer á ninguém. 

Com 15 anos, vivi outros conflitos familiares, a empresa da minha mãe quebrou, o endividamento estreitou a relação dos meus pais, que resolveram se separar. Vi minha mãe sofrer muito durante essa fase. Ela estava visivelmente depressiva e totalmente descontrolada, dormia todas as noites no sofá, algumas vezes sem banho mesmo; fumava vários maços de cigarro por dia, perdeu totalmente a vaidade, além de sofrer com constantes hemorragias menstruais. Até que ela teve um insigth, e da noite para o dia resolveu que iria se mudar para São Paulo e tentar os negócios em uma cidade tão diferente da nossa realidade. Confesso que foi assustador, muitos da família acharam que tudo isso era um declínio depressivo e poucos apoiaram. 
O que surpreendeu foi que um tempo depois de se mudar para outro estado, minha mãe estava muito entusiasmada e confiante, cheia de planos e argumentos que acabaram convencendo meu pai á também se mudar para SP. 
Eu sentia muito a falta dos meus pais, mas de uma forma isso foi uma inspiração para que eu também superasse minha doença. Eu sei que ninguém se cura de uma depressão da noite para o dia, muito menos de um distúrbio alimentar, mas se você mudar sua perspectiva, tiver um motivo, insigth ou inspiração, você começa a mudar, as coisas fluem positivamente, e por mais difíceis que pareçam os obstáculo, a vontade de superar é maior.
Foi essa inspiração que me motivou a tomar a decisão mais difícil da minha vida, abandonar escola, amigos, rotina, paixões, família, lugares e problemas, e ir morar com meus pais.

O meu único engano era achar que mudando de estado, deixaria os problemas que tinha na minha cidade natal. Eu acreditei tanto nisso, que minha adaptação foi rápida, vim á São Paulo com vontade de mudar, e mesmos nas situações mais inovadoras - para não dizer estranhas - eu encarava tudo da melhor maneira possível.
E assim se passaram 3 anos de que estou em SP. Juro que gostaria de terminar esse e-mail aqui, dizendo que a narrativa que acabo de contar é uma história de superação. 
É verdade que toda essa excitação pelo novo, a comodidade do metrô, acessibilidade dos fest foods, a nova rotina, novos lugares e convívio com pessoas tão diferentes das que estava acostumada, me fez esquecer da minha conturbada infância e da bulimia, mas não fez com que eu valorizasse meu corpo, não me ensinou a me amar e não me trouxe a vontade de me cuidar. Minha aparência se tornou indiferente, não me importei com quantos quilos estava engordando ou quantos números a mais estava vestindo.

Uma das melhores coisas de SP, foi ter conhecido meu namorado, ele é uma pessoa incrível, nos identificamos muito, gostamos de ouvir as mesmas bandas, temos o mesmo gosto para filmes e livros, nos fazemos rir o tempo todo, e o que eu mais gosto na nossa relação é a liberdade que temos de sermos sinceros um com o outro. E foi com essa liberdade que ele sugeriu que eu emagrecesse, sutilmente, disse que isso melhoria minha qualidade de vida. Ele é tão doce e especial, que não me revoltei contra ele, não fiquei brava ou triste em relação ao seu pedido. 
Após essa conversa, me olhei no espelho e senti uma culpa tão grande e me sinto tão impotente em relação á isso. Como eu pude atropelar todo o processo de recuperação dessa maneira? Como pude ser tão estúpida á ponto de achar que conseguiria me livrar de tudo que eu sentia apenas mudando de cidade? 
A realidade é que eu não me livrei de nenhum desses sentimentos, ao longo dos anos eu fui acumulando-os e colocando outras coisas irrelevantes como prioridade. 

Hoje eu sinto que tudo que construí nos últimos 3 anos foi feito de papel e não resistiu ao medo, culpa, ansiedade, insegurança e traumas do passado, e simplesmente desmoronou. Estou me sentindo como a mesma menina solitária, vivendo no silêncio e tentando colocar tudo isso para fora vomitando. Depois de tanto tempo "recuperada", eu me sinto muito fracassada por me sentir tão gorda e feia, queria que fosse só uma recaída, mas já não consigo ter relação sexual com meu namorado sem sentir nojo de mim mesma ou comer qualquer coisa sem culpa.
Espero todos os dias por um novo insigth ou motivo, não mais para mudar, mas sim para superar...

p.s1: Prometi que seria breve, mas o número de linhas ultrapassou minhas expectativas;
p.s2: Ao digitar esse e-mail, me peguei chorando, preferi não revisá-lo, já que "quebrar" o silêncio é tão difícil pra mim, então peço desculpas se houver falta de coerência;
p.s3: Obrigada pela paciência se tiver lido até aqui."

                                                                                                         

Surto + Dieta ABC + Mudanças

Más notícias: eu surtei hoje quando fui ás compras. 
As aulas na faculdade iniciam-se na próxima segunda, e assim como outros cursos da área da saúde, uso branco na faculdade. Visto que suja e se desgasta rapidamente, fui comprar novas roupas brancas, quando a balconista da loja perguntou qual o meu tamanho, não me esperou responder e em tom de afirmação, supôs que eu vestia tal numeração. Vocês não imaginam a raiva que senti na hora, e respondi, por impulso, e quase aos berros, que vestia número menor, o meu único pensamento naquele instante era "Eu sou uma gorda estúpida". Mas sabe qual o problema? Realmente visto a numeração que ela supôs, e quando entrei no provatório com diversas calças e sabendo que nenhuma serviria em mim, desabei. Literalmente. Sentei no chão gelado e chorei horrores. Fiquei de frente ao espelho por alguns instantes, olhando o quão feia estou, e sentindo nojo e desprezo de mim, do meu corpo, do que me tornei.

Enquanto ao ABC, caminho para primeira semana, mas parece uma eternidade, é muito difícil controlar, a fome e principalmente a ansiedade.  Quando sinto vontade desesperadora de comer, olho para a calça que comprei e apesar disso me destruir emocionalmente, me sinto mais forte para enfrentar as compulsões.
Não sei se ainda é pouco tempo de dieta, mas parece que não emagreci nada, outras meninas me contaram que obtiveram resultados já nas primeiras semanas.

Estou muito desapontada, não quero fracassar, mesmo sem resultados, vou com o ABC até o fim!

O nome dessa minha meta, não pode ser outro: CHANGE! E eu vou levar isso até o fim!

Dieta ABC + Inverno

Bom gente, a Dieta do ABC é bem radical, sabia que não seria fácil quando tomei a iniciativa de realiza-lá, mas até então, tenho cumprido cautelosamente as metas calóricas de cada dia. Como a dieta é "democrática", te permite comer qualquer alimento, desde que cumpra a quantidade de caloria/dia, resolvi montar uma tabela, para me organizar, e me policiar melhor, determinando o que devo comer á cada dia.
Também criei umas regras pessoais, o que tem me ajudado á não ter compulsões, faço um NF de aproximadamente 18 horas, ou seja, emendo o período que passei sem comer dormindo (8 horas aprox.), com mais umas 10 horas de auto controle (o que pra mim é bem difícil)! E daí realizo somente uma refeição por dia. 
Dividir as calorias em pequenas refeições durante o dia me deixa mais propícia a ter compulsões, tenho medo de acabar me desprendendo do número de calorias regrados pela dieta. Então tem dado mais certo realizando de uma única vez, uma refeição que cumpra com a meta da dieta.

Aqui em São Paulo, os termômetros estão baixos, muito frio! Eu até gosto do inverno, mas é a estação em que mais gosto de comer e hibernar dormir. O que dificulta ainda mais o meu ABC. Por outro lado, dormir horas á mais, me ajuda a passar mais horas sem comer. Tenho ingerido muito chá para acelerar meu metabolismo e dando preferência as sopinhas vono, que também ajudam a aquecer no frio.

E vocês? Possuem alguma dica que possam compartilhar, tanto no ABC, quanto para driblar a estação mais gorda e gelada do ano?! Rsrs. 

My Fitness Pall + Nova Meta


Oi meninas, tudo bem com vocês?

Em relação ao assunto do post anterior, obrigada pelo incentivo de todas, eu realmente gostaria de cursar o tecnólogo e a faculdade, mas a situação foi irreversível, minha mãe é controladora demais e infelizmente sou dependente de suas ordens, vivo quase um regime totalitarista dentro da minha própria casa, rs. Mas hei de superar.

Diante toda essa confusão, canalizei minha frustração em um NF e LF durante os últimos dias, porém sai para almoçar com meu namorado e minha família e me acabei no sashimi, shitake, temaki, sushi, caviar, e todas essas iguarias que servem nos japas.
E aí, contabilizei tudo que comi mentalmente, para pesquisar quantas calorias havia consumido, foi quando descobri um aplicativo para iPad e android, o MyFitnessPal, que é um diário alimentar completo, você informa seu peso, altura e meta, que ele registra toda sua evolução. Possui uma extensa variedades de alimentos e informações nutricionais, e você preenche sua rotina alimentar diariamente. Gostei muito da interface simples do app! Não sei se vocês já o conheciam, mas recomendo e á partir de agora é meu novo aliado!

Fui ao médico, sofro com todos os ITES imagináveis, rinite, sinusite, labirintite, e tenho um nariz tipicamente italiano, herdado do meu pai, que me fez propícia á um desvio de septo. Conclusão de tudo isso, meu médico me indicou um procedimento cirúrgico e me pediu para emagrecer 10 kg para a cirurgia. Ele me encaminhou ao endocrinologista e nutricionista para que em 4 meses perca esses quilos. Isso tudo me motivou, e assim como vocês sabem, em 4 meses posso perder muito mais que os 10 kgs que preciso, então com muita determinação, ignorarei a dieta da nutricionista, crianças não façam isso em casa, e seguirei um ana boot camp (Dieta do ABC) adaptado, porque dia 23 do próximo mês viajarei, e não consigo seguir dieta mudando a rotina.

Mais do que nunca, preciso de força e incentivo, a maioria das meninas que conheço, não conseguiram completar o ABC, o que me preocupa, mas com o apoio de vocês, eu vou conseguir!

Agradecimento + Frustração

Primeiramente queria agradecer. De verdade, o apoio e atenção que vocês me deram no primeiro post, recebi com muito carinho, e queria dizer que é muito bom ter esse espaço, e pela primeira vez em cinco anos, ter pessoas que me entendam. OBRIGADA!

Meninas, estou muito frustrada, muito decepcionada. Vou explicar o por quê e o motivo (senta que lá vem história):
Tive um contato com TV há uns anos atrás, e me apaixonei pela área de comunicação, mas sempre senti que o que eu mais gostava mesmo eram os bastidores, e sempre pensei em um curso superior relacionado á isso. Por outro lado, minha mãe sempre me incentivou em outras áreas, e dentro do que ela dizia, me identifiquei com odontologia e ela se propôs á bancar meus estudos nessa área, comecei a faculdade esse ano e me apaixonei pelo curso <3
Essa semana me ligaram da UNIP, consegui uma bolsa para começar agora no segundo semestre do ano, um tecnólogo á distância em marketing e propaganda. Eu fiquei muito feliz, porque poderia conciliar a faculdade de odonto, com o tecnólogo que seria á distância, e como já contei, gosto muito de comunicação e trabalhar com isso... 
Mas, porém, todavia, entretanto, minha mãe simplesmente disse NÃO, que não vou conseguir conciliar, que é pra eu desistir dessa ideia, mas ela pegou pesado, gritou, brigou e o que mais me magoou foi que ela disse que engordei muito quando entrei pra faculdade, que fazendo dois cursos de uma vez, eu iria explodir de tão gorda que iria ficar.

Em mim, as frustrações viram crises, não sei se é bom ou ruim, mas toda as vezes que sinto fome, me lembro exatamente de todas essas coisas que me magoam e acabo conseguindo um NF fácil e prolongado.

Desculpem por trazer meus problemas familiares para vocês, mas são coisas que não conseguiria compartilhar com meu namorado ou com uma amiga próxima, porque ninguém entende como isso consegue me abalar tanto, sempre dizem que sou "sentimental demais". 

:(