A vida seguiu...

Como contei no último post, eu estive seriamente doente psicologicamente, e fazendo uso de uma medicação, que eu não consigo dizer se me ajudou, ou se me fez piorar. Cansada dos efeitos colaterais da risperidona, eu decide abandonar por conta própria, o tratamento, as sessões de terapia, e após 7 meses de uso contínuo, joguei na privada as cartelas do medicamento e disse para mim mesma que estava curada.

É. Não foi fácil. Nunca é fácil. Já na primeira semana eu senti falta da medicação, e logo encontrei uma solução para administrar a falta que ela me fazia: drogas. Eu já tinha experimentado maconha na adolescência, e fumava vez ou outra entre amigos. Mas foi com a cocaína que consegui substitui a risperidona (de uma droga para outra), e ate tentei uma dieta maluca com o uso da cocaína para tentar emagrecer.
Eu nunca fui uma viciada compulsiva, nunca roubei pra sustentar o vicio, nem ficava desesperada em abstinência. Durante a semana - do nada - sentia o "cheiro" da cocaína e ficava com vontade, mas conseguia me controlar e esperar o fim de semana para cheirar.
Foi um ano e meio assim, cheirando nos finais de semana e tentando seguir a vida...

E a vida seguiu...

Descobri que estava gravida, e dali em diante, tudo mudou. Parei de beber, de usar drogas, parei de vomitar preocupada se isso faria algum mal ao bebê. Engordei apenas 7 kg na gravidez, porque consegui manter uma alimentação e hábitos saudáveis.
Fui morar com meu namorado, durante a gestação, na casa dos pais dele e sofri com um tormento chamado SOGRA.

A Clarisse nasceu e é linda, incrivelmente linda, e depois dela, tenho me esforçado para ser alguém melhor, mais forte, menos problemática, e por muito tempo disse que era hora de ter maturidade e superar. Mas choro baixinho durante a noite, porque me sinto fraca por não conseguir. 





Engordei horrores depois do parto, apesar de amamentar até hoje, e voltei a comer compulsivamente, a vomitar e estou desesperadamente gorda, reparem na minha mão gordinha.

Eu dezembro do ano passado, fiz minha primeira viagem para a Europa, foi quase uma lua de mel, porque a Clarisse ficou com meus pais. E eu disse SIM em Paris, estamos oficialmente noivos desde então, e nos mudamos em janeiro para uma casa só nossa.



Vivemos super bem, eu e o meu namorido temos planos e sonhos, nossa prioridade é proporcionar o melhor pra nossa filha, estamos sempre em sintonia em relação as decisões familiares, com certeza ela é o centro das nossas vidas.
Mas eu, com essa mania patética de sofrer, me saboto o tempo todo, nunca estou bem comigo, com meu corpo, tenho tido vergonha de sair de casa, porque sinto que nunca estive tao feia.

Preciso de uma dieta emergencial, porque ando muito desmotivada, se eu conseguir perder alguns quilos e sair desse comodismo, sinto que ficarei melhor. Alguém tem alguma dica?

Beijos, Luíza. 

Terror Noturno.


Oi genteee, tudo bem?


Queria que esse post fosse uma reapresentação de quem sou, para que as novas meninas me conheçam um pouco, e também para justificar minha ausência de 3 anos.



Eu tive uma infância bem conturbada, marcada por abusos sexuais, por alguém da minha própria família, e um estupro aos 14 anos, pelo mesmo homem (ele morreu em 2009)! É claro que tudo isso me trouxe uma porção de problemas psicológicos: depressão, TAG (transtorno de ansiedade generalizada), compulsão alimentar, bulimia, e o TERROR NOTURNO (foi por conta desse último que abandonei o blog).
 Foram mais de dez anos guardando tudo sobre os abusos e estupro em segredo, quando contei para o meu namorado, e incentivada por ele, comecei a fazer terapia, e contei para os meus pais, que negligenciaram e até me culparam. Essa quebra do silêncio, ao invés de me libertar de um segredo que me sufocava, trouxe de volta o fantasma do passado para me assombrar - literalmente - o que acometeu ao Terror Noturno, todas as noites eu me via cercada pelo medo - eu o via, eu o ouvia, eu o sentia - e durante o dia, eu já não conseguia me concentrar em nada, e passava o tempo tentando entender o que estava acontecendo comigo.




Dei início à um tratamento insensivo com um antipsicótico chamado risperidona, usado inclusive, para tratar a esquizofrenia. Esse medicamento possui muitos efeitos colaterais, eu me sentia drogada o tempo todo, e parei a minha vida, tranquei a faculdade, sai do meu emprego, me isolei do mundo, inclusive o virtual.

Depois de alguns meses de tratamento, quando percebi alguma melhora, tentei voltar pro blog e explicar o meu sumiço. Mas por conta do medicamento, tive alguns danos neurológicos, como a perda de memória recente, e a senha e login foram deletados da minha cabeça, e eu não consegui recuperar de nenhuma forma o acesso aqui.



Na semana passada, eu lembrei do blog, e fiz uma busca no google, senti uma imensa vontade de voltar à escrever, fiz uma nova tentativa de recuperar a senha, e foi tudo bem fácil dessa vez. 

Atualmente não estou fazendo nenhum uso de medicação, e nem terapia, mas sinto que preciso. O terror noturno está controlado e esse ano, ainda não tive nenhum episódio do tipo. No próximo post, farei um resumo sobre esses 3 anos, que apesar de difíceis, me trouxeram experiências incríveis, como a maternidade. 


Se vocês puderem me ajudar, indiquem nos comentários, alguns blogs para que eu possa seguir, percebi que muitas meninas que eu interagia há 3 anos, não são mais ativas por aqui...



Um beijo, Luíza. 

3 anos depois...


Olá, após três anos, consegui recuperar minha conta desse blog.
Alguém ainda ativa aqui?

Sinto falta desse blog, poxa, quanta coisa mudou nesses três anos.
Espero que vocês tenham se saído bem durante todo esse tempo em que estive ausente, e espero encontrar algumas de vocês por aqui...

Eu não sei ser feliz.

Mais de um mês sem postar aqui... Poderia justificar com vários motivos, as férias de fim de ano, as viagens que fiz, as visitas que recebi... Mas, mais de uma vez entrei no blog, tentei escrever, só que nada me motivava.
É verdade que não posso reclamar de nada, visto que os meses anteriores, em que me encontrava num profundo e melancólico desespero, acordando todos os dias com a angustiante vontade de morrer, os últimos dois meses foram bem melhores. Vai tudo relativamente bem com meu namoro, estamos aproveitando bastante as férias para viajarmos e ficarmos juntos, mesmo tendo perdido quase dois meses de aula na faculdade, fechei o semestre com a média 7.  É verdade que não posso reclamar, mas, reclamo. E clamo: eu não sei ser feliz. 
Posso ter todos os motivos pra isso, mas não me permito. E lembram dos 10 quilos off que contei pra vocês mês passado? Sinto como se tivesse engordado todos eles de novo.

Eu sei que não deveria ser assim, mas nada me motiva, não sei lidar muito bem com situações boas, como me liberto disso?

Dieta Coletiva


Oi meninas, bom, você já devem saber que eu sou responsável pela Quinta-feira na nossa dieta coletiva, mas já vou postar a rotina para vocês já se organizarem e se prepararem para o dia.
Ali na barra de menu do blog, na opção Dietas e Metas, eu coloquei o selinho do desafio e o link dos blogs respectivamente de acordo com cada dia da semana.



Eu queria aproveitar que é dezembro e a maioria estão de férias (sei que algumas trabalham, mas tentem cumprir o que der ou adaptar á rotina de vocês). Gostaria que vocês entrassem em sintonia com o corpo, e realizassem um equilíbrio em todos os âmbitos, então vamos ao que interessa:


QUINTA-FEIRA
  • Alimentação:
    Procurem ingerir entre 600 á 800 calorias, não pensem que é muito, porque acreditem, qualquer nutricionista irá dizer que é pouco, muito restritivo e radical essa quantidade de calorias para qualquer adulto. Particularmente não tomo café da manhã, e comerei basicamente isso durante o dia:
     
    ALMOÇO - Alguma carne magra (filé de frango grelhado temperado com alecrim ou peixe temperado com limão e sal), salada, vegetais cozidos, e um copo de suco após a refeição.

    LANCHE - Torradas Integral bauducco com creme de ricota, um copo de leite desnatado com café sem açúcar e canela e alguma fruta.

    JANTA - Sopinha Vono.

    Ao certo, não sei quantas calorias todos esses alimentos somam, mas acho que não passam de 800. Eu acordo tarde (11:00 hrs aproximadamente), não sinto fome ao acordar e almoço ás 13 hrs. O lanche geralmente é ás 17 hrs e a janta ás 20 hrs. 
    Lógico, vocês irão adaptar as calorias ao que vocês gostam de comer e ao horário e refeições que acharem necessário, se quiserem tomar o café da manhã, sem problemas.

  • Atividades:
    Eu não faço academia, mas é algo que voltarei á fazer em janeiro, não é promessa, é realidade. VOU FAZER ISSO. E tenho que confessar, não gosto de fazer exercícios em casa, não me sinto motivada em fazer uma série de abdominais sozinha no meu quarto, por exemplo.
    Mas o que eu indico á vocês é realizarem 40 minutos de qualquer atividade, fica á critério de vocês, e sabem o que eu farei? Limparei a casa. Varrer, lavar, passar, limpar. HAHA 

  • Cuidados com a pele e corpo:
    Aproveitem e façam uma esfoliação na pele na hora do banho.
    Vou dar uma dica pra vocês, de uma esfoliação simples e caseira que faço, e que deixa minha pele macia já na primeira aplicação.
    Coloque em um recipiente sabonete líquido e açúcar, aplique sobre a pele e massageie até o açúcar dissolver (aproximadamente por 5 minutinhos), retine com água do chuveiro mesmo, seque a pele e depois me conte se sentiu alguma diferença.

    Se tiver tempo, aproveite a quinta-feira para fazer as unhas, hidratar o cabelo, fazer sua depilação semanal, e tudo que contribua para seu bem estar, e não se esqueça que a quinta-feira antecede o final de semana, então é um ótimo dia para isso. :)

  • Desintoxicação:
    Água - não se esqueçam de beber bastante durante o dia, andem sempre com uma garrafinha de água na bolsa. Gente, água nunca é demais, vocês sabem disso.

    Frutas - Eu sempre aposto no abacaxi, porque é minha fruta favorita e é diurético, facilita a digestão e desobstrui o fígado. Outras frutas possuem o efeito de desintoxicação do organismo como a maçã e laranja.

    Outra dica, mastigo todos os dias um pedacinho de gengibre antes do almoço. É horrível, mas ele ativa o metabolismo e como tenho vomitado constantemente, ele alivia a dor de garganta.

  • Motivação:
    Assisti o vídeo da Petê Camargo que a Fer postou, e achei incrível a força e motivação que ela possui e passa pra gente. Então escolhi outro vídeo dela, e quero compartilhar com vocês: 


Gente, espero que de alguma forma as minhas dicas e instruções ajudem vocês. É isso, e comentem aqui o que vocês acharam de tudo, se obtiveram algum resultados, e como está sendo participar da dieta coletiva.


Reaprendendo a amar + Fim de semana + 10 kg OFF

Gente, sei que ultimamente só posto de relacionamento, namoro, mimimi, blábláblá, me desculpem por isso, mas no momento, é o que tenho vivido de mais intenso. 


Desde que voltei com o meu namorado, tenho vivido outro relacionamento. Somos as mesmas pessoas, mas está tudo tão diferente agora. Isso me assusta muito, me deixa muito insegura, porém, hoje, foi o primeiro dia que respirei aliviada e senti um retorno positivo em relação ao nosso novo modo de lidar com a relação. É que basicamente, passamos 1 ano e 6 meses vivendo um para o outro, perdemos amigos, oportunidades, incluímos o outro em todos os nossos planos e perdemos totalmente nossa individualidade. Sempre achei que viver o "nós" e o "nosso" era algo saudável, mas descobri que um dia se torna insustentável. Olha, não é fácil reaprender, re-amar, modificar algo que demoramos para construir com mais de 1 ano. Dar mais espaço, dar liberdade para ele decidir se quer sair comigo ou com os amigos no final de semana, não ter mais a senha do facebook, controlar a insegurança, todas essas mudanças estão sendo muito radicais, as vezes confundo essa individualidade com falta de amor. Mas acho que vai ser bom para ambos, na terapia tenho aprendido que é algo natural, que se ele deseja cortar o "cordão umbilical" não significa que deixou de ser amor, e sim que estamos amadurecendo a relação. Será???




Acampamos no final de semana, e foi ótimo, essas coisas de sentir uma energia maior, um contato mais intimista com a natureza, o barulho das águas e dos animais, tudo isso me fez sentir uma paz que há anos eu não sentia, sério. 

Desde que me "tornei" ateia, passei a racionalizar mais, ler mais filosofia, história, Nietzsche, e perdi totalmente minha fé. O que senti perto da natureza, foi a mesma sensação que sentia em minhas orações quando seguia uma religião. Acho que vou me reaproximar do budismo, é a filosofia espiritual que mais agrega à minha essência.






Ah, emagreci, cerca de 10 kg, estou vestindo dois números à menos. SIM, estou feliz com isso! Só espero não engordar agora nas férias, e vou seguir a dieta coletiva que a Fer está organizando, até o natal pretendo perder e nunca mais achar outros quilos.

Estou deprimidamente bem.

Eu me sinto bem, mas me sinto triste, uma tristeza que não sessa.

Perder um filho é se perder. Me sinto abortada, abortada da vida de todos que eu mais amei, e as consequências? Abortei o que eu mais deveria amar.
Eu sei, não era um filho, não era um bebê, não media mais que 10 cm, mas o que importa o tamanho? O que importa de onde de fato começa a vida? Eu sinto amor. Começou com o amor recíproco entre duas pessoas, uma parte de mim, uma parte dele, e o resultado desse amor foi outra vida.
Pode parecer loucura, mas fiz uma lista de nomes, seria menino ou menina? Qual seria sua música preferida? Será que iria bem na escola? Qual seria sua cor favorita?

Tenho medo desses pensamentos assustarem meu namorado, afinal, ele não me obrigou, o aborto foi uma escolha nossa, em comum acordo, e consciente de que seria o melhor para nossas vidas. Mas mesmo assim, fico triste em pensar que ele não se importa, e eu, só penso nisso.

Eu sinto que seria um menino, e talvez colocaria nele, o nome de um dos meus ídolos do rock... Ou talvez não seria menino. Ou talvez não seria...