Aborto + controle alimentar + namoro

Quem acompanha o blog sabe o drama que tenho vivido nas últimas semanas, o término do meu namoro, a cachorrada que fizeram para nos separar, e os desequilíbrios alimentares que variavam ora em compulsões ora em nf, de acordo com o meu humor da vez.

Pois bem, desde a última vez que escrevi à vocês, aconteceram um turbilhão de coisas, tudo ao mesmo tempo, tudo involuntário, por impulso e quase irracional.

Achei o máximo ter perdido 6 quilos em um mês, sem seguir dieta alguma... Achei que estava funcionando muito bem compensar as compulsões vomitando e com nf no dia seguinte. Pudera, a verdade era que eu emagreci porque meu metabolismo estava acelerado... E o por quê? Estava grávida! Algumas mulheres perdem peso na gestação ao invés de engordar, isso acontece normalmente no primeiro trimestre da gestação.

Sexta-feira tomei coragem, fui á farmácia, e comprei um teste de gravidez. Eu não quis compartilhar nada dessa minha dúvida com meu namorado, porque até então, ele era meu EX. Quando surgiram duas faixas rosas no teste, indicando resultado positivo, me desesperei, pensei em me matar, pensei em correr, fugir, sumir, e em uma forma de contar pra ele o que estava acontecendo... não consegui pensar em nada, somente peguei o celular e sai andando sem rumo, encontrei uma rua tranquila, me sentei, e liguei pra contar. Ele me surpreendeu, foi calmo, compreensivo, carinhoso, e se preocupou em me deixar calma também. E ele me perguntou o que faríamos, não descartando a hipótese do aborto. E aí, no dia seguinte dessa conversa por telefone, combinamos de nos encontrar e fazer novamente um outro teste de gravidez juntos, e assim o fizemos, e novamente, resultado positivo: as duas malditas faixas rosas anunciavam.


Para conter todo desespero, ele me chamou para comer alguma coisa no shopping, passamos a tarde juntos e na maioria do tempo eu esqueci o que estava acontecendo. A dúvida era basicamente de quantos meses eu estaria, não sei se vocês sabem, mas um dia após a relação sexual, o teste de farmácia já acusa os resultados, e apesar de que não eramos mais namorados até aquele momento, dormimos juntos alguns dias antes. Compramos a pílula do dia seguinte, numa tentativa desesperada de não ser de fato uma gravidez e sim o processo de uma, e tomei dois comprimidos, lá mesmo no shopping. 
Enfim, no final da tarde, quando já nos preparávamos para irmos embora, ele me perguntou se eu tinha ficado com alguém depois que terminamos, eu disse que não, e perguntei sobre ele, e por sua vez, ele ficou bravo e não quis me responder. Depois de insistir, ele me confessou que ficou com uma menina que eu sempre morri de ciúmes. Fiquei tão nervosa e triste com a notícia, que fui ao banheiro vomitar. Chorei muito, fiquei muito decepcionada, apesar de saber que não eramos mais namorados. Depois de muita conversa, horas de choro e descontando toda minha raiva acusando-o, ele me surpreendeu e disse que queria tentar de novo, que queria cuidar de mim, que poderíamos voltar a namorar. Como eu vomitei, ficamos com medo e compramos novas pílulas do dia seguinte e eu tomei. Resolvemos sair, fomos á um bar de rock, bebemos, assistimos ao show de um cover do Raul Seixas, passamos a madrugada no bar e ás 6 da manhã voltamos pra casa. Ele dormiu aqui. Assistimos filmes no domingo á tarde, e eu comecei a sentir fortes dores abdominais, parecido com uma intensa cólica menstrual... na madrugada de domingo para segunda, fui ao banheiro e notei um sangramento. Segunda de manhã fui á faculdade e não aguentei, foi a pior dor que já senti na vida, desculpem-me os detalhes, mas eu contrai tanto de dor, que defequei na roupa, e já não era um sangramentozinho, era literalmente uma hemorragia, sujei várias peças de roupa durante o dia, usei mais de um pacote de absorvente. E ainda estou sangrando muito. Amanhã vou voltar ao médico.

Pois é, pelas contas, estava com 6 semanas de gestação, e a possível causa do aborto é o excesso de medicação (pílula do dia seguinte), álcool e vale lembrar que nesse período de 6 semanas, tentei me matar duas vezes tomando alta dosagem de remédios, sem saber que estava grávida. Embora eu não queira ter um filho agora, fiquei abalada com tudo isso, me senti um pouco mãe, fiquei imaginando a possibilidade de carregar um pedacinho do homem que eu amo dentro de mim. É o lado poético da situação que me emociona. rsrs
Tenho certeza que o aborto aconteceu porque provocamos, e pode parecer insensível dizer isso, mas eu iria até ás últimas consequências para não ter esse bebê. Eu sei que não era a hora, ter um filho faz parte dos meus planos á longo prazo, quem sabe daqui uns 10 anos... Mas mesmo assim, me sinto um pouco mãe.

O bom de tudo isso, é o apoio que estou recebendo dele, o carinho, a atenção, o conforto. Percebo realmente que ele realmente quer cuidar de mim. Mas será que ele só voltou comigo por pressão das circunstâncias? Será que ele realmente me ama, da mesma maneira que amava antes? 

Outra preocupação que tenho, eu emagreci durante a gestação, será que meu peso vai voltar ao que era? Será que vou engordar excessivamente?

Eu não quero parecer altruísta, só quero cuidar mais de mim, coisa que acho que nunca fiz. Quero me olhar ao espelho e me sentir mulher, porque nem isso já senti, sempre me vi como um monte de lixo que não merece valor algum. E o fato de imaginar que aqui dentro desse corpo, que eu tenho repúdio e maltrato tanto, estava sendo gerado um bebezinho, fez com que eu olhasse pra mim com mais carinho, com delicadeza.... não quero me aproveitar dessa situação, mas pela primeira vez me senti no controle, decidindo sobre o meu próprio corpo, não sou uma feminista-ativista, mas parece mais um desabafo, depois de tantos abusos sexuais, acho que perdi muito - se é que já tive - uma autoafirmação de mim mesma.

Eu sei, tá muito longa e confusa essa história toda, e acreditem, não está sendo nada fácil, ao mesmo tempo que estou aliviada e segura que tomei uma decisão, estou triste e comovida com o fato de interromper uma gestação.

É isso, espero que tenham paciência em ler este monólogo. Haha E ainda essa semana volto para dar notícias. 

Além do que se vê

"Postar com mais frequência" foi isso que prometi no post anterior, mas... Como podem perceber, não o fiz. Estou desanimada, confusa, sozinha.
É patética a minha situação, mendigando amizades por aí, e perceber que todo mundo tem sua rotina, seus compromissos, e parece que não tenho mais espaço na vida dos outros.

Ontem eu sai com uma amiga que estudou comigo há 3 anos atrás, foi a primeira vez que saí depois que meu namoro acabou. Depois de quase chamar o chat inteiro do facebook pra tomar uma cerveja comigo, ela era a única que estava disponível. E a companhia dela foi divertida, bebemos, fumamos uns dois baseados durante a noite, rimos, rimos e rimos muito. Mas, no finalzinho da noite, começa a tocar nirvana, a banda preferida dele... E cadê ele? Por que ele não tava lá do meu lado? Por que ele diz que me ama, faz sexo comigo,  me beija, e me dá alguns segundos de entrega, olhando no fundo dos meus olhos, me fazendo sentir que existe amor sim, mas depois ele muda o semblante e só tem uma justificativa "Já tomei minha decisão, quero mais espaço, quero ter mais tempo para fazer o que eu gosto, e mesmo te amando, não quero voltar com você..."

Injusto. Falta tanto amor no mundo, e quem tem, não quer dar... Muito injusto.

Depois que tocou nirvana, fumei um maço de cigarro inteiro, voltei pra casa, bêbada e sozinha. Deitei na minha cama e pensei "Falta algo, falta alguém", peguei o celular e mesmo sendo de madrugada, liguei pra ele. Ele não me atendeu...

"Sei, que a tua solidão me dói, e que é difícil ser feliz mais do que somos todos nós, você supõe o céu. Sei, que o vento que entortou a flor passou também por nosso lar e foi você quem desviou com golpes de pincel... Eu sei, é o amor que ninguém mais vê..."

Decadence Avec Elegance

Oi queridas... bem, resolvi aparecer com mais frequência, e aqui estou eu de novo... 
Depois do "choque" psicológico de domingo, eu resolvi mudar minha postura. Acho que minha tristeza tem irritado todo mundo á minha volta, talvez por gostarem de mim e não quererem me ver sofrendo, mas por outro lado, acho que não deveriam ser tão duros comigo. É certo que existe uma realidade diferente da minha perspectiva pessimista e decadente, mas querer me fazer enxergar jogando na minha cara desprezo e indiferença, me magoou muito... E ainda estou magoada! Mas se teve algo de positivo, foi me fazer perceber que com desespero e ansiedade não vou conseguir nada do que quero.
Segunda e terça foi bem tranquilo, estou ocupando minha cabeça, assistindo Grey's Anatomy, lendo bastante, inclusive, estou lendo a biografia do Lobão, e o título do post é uma música do mesmo, "decadência com elegância", que agregando ao contexto do que tenho vivido, significa que vou passar por esse momento de decadência, de crise e questionamentos e decepção pessoal, com elegância, com equilíbrio. Eu não quero mais me desesperar, quero provar pra todo mundo que vale á pena SIM confiar em mim, e que eu sou mais que tudo isso... Ainda existe muitas coisas boas dentro de mim, eu quero fazer as pessoas perceberem isso, entendem?!

Hoje, particularmente, eu estou bem triste... mas calma, tranquila. Eu estou sentindo meu coração bem apertado, um nó na garganta. E essa triste angustia tem nome. É saudade...
Gente, meu namorado me faz muita falta, eu só queria um abraço, um colo, um carinho... 
E ainda sobre ele, estamos nos falando, e as conversas tem sido bem amigáveis e compreensivas. Eu o amo tanto, e é um sentimento tão grande. Tem uma música do Nando Reis que diz "(...)tornar um amor real é expulsá-lo de você, para que ele possa ser de alguém..." e a sensação que tenho, é que estou impedida de "expulsar" esse sentimento, e o que eu mais queria, era guardá-lo num potinho e entregar pra quem eu amo, sabem?! rsrs

Ah, e antes que eu me esqueça, no meio de toda essa turbulência, eu emagreci, e resolvi focar nisso, cuidar de mim, da minha pele, do meu corpo, quem sabe assim eu não consigo provar pra todo mundo que eu estou mudando?! E nessa ânsia de mudar, mudei o template do blog também... Repararam?

Amanhã tenho psicóloga, e quero compartilhar com vocês uns exercícios psicológicos que tenho feito diariamente á pedido da mesmo, mas isso fica para o próximo post...

Se cuidem, e MUITO obrigada pelo apoio de vocês!  

Trago notícias... (PARTE II)

Queridas, vim escrever a continuação do último post...
Onde parei? Ah sim, contei que o "amigo" disse ao meu namorado uma versão chula da história toda...

Minha sogra me ligou, dizendo que meu namorado não havia voltado para casa depois do trabalho, nem ido á faculdade, e seu celular estava fora de área.
Liguei pra um amigo que trabalha com ele, e sim, ele estava com esse amigo, na mais lamentável situação: bêbado, transtornado, despejando em mim todo ódio do mundo.
E os dias que sucederam foram da mesma forma... Ele não me atendia, fui á casa dele e ele não me recebeu. Cheguei ao meu extremo, já estava há mais de 35 horas sem dormir e fiquei sufocada com tudo isso. Tomei 20 comprimidos de Serenus, um calmante... apaguei. Dormi umas 10 horas, quando acordei, não conseguia me levantar, as pernas ficaram dormentes, e eu não tive força, tão pouco equilíbrio para me manter em pé. 
Fui levada ao hospital e passei 12 horas em observação.

Eu resolvi contar pra minha mãe das compulsões seguidas de vômito. Ela se surpreendeu, e perguntou o por quê de ter voltado á fazer isso, que ela se lembrava que quando eu era mais nova eu costumava fazer isso "para aparecer"... E aí eu disse que nunca havia parado.
Existiram sim períodos, nesses 5 anos, que eu fiquei 9 meses sem vomitar, outros períodos menos, mas de fato, nunca parei.

Depois desse incidente, e por pressão de todos os lados, meu namorado aceitou encontrar comigo para conversar, rolou beijo, carinho, lágrimas, outras vezes ele demonstrou muita indiferença e raiva dessa situação toda, e foi irredutível, manteve a decisão de terminar o namoro, disse que não confia mais em mim porque eu menti, e que isso não devia ser ignorado, me disse 'eu te amo', e disse que continuaria ao meu lado. 

Desde então, eu não o vi mais. Mas tenho tentado uma aproximação. Acho que poderia dissertar melhor dizendo que tenho FORÇADO uma aproximação. Eu ligo todos os dias, fico de vigília no facebook dele, sofrendo se vejo alguma coisa que me remete ciúmes. E isso tem o irritado bastante... Tivemos uma "discussão" semana passada, na quarta-feira, onde eu me senti um fantasma assombrando a vida dele, e fui radical, quebrei meu chip do celular, excluí o facebook, começou a chover, fui pra chuva... Lavar a alma... Entrei em casa direto na cozinha, nessa altura minha ansiedade já predominava violentamente. Comi bolo, peixe, arroz, empurrando tudo com água, comi com a mão, feito um animal. Comi... Comi... Chorei... Vomitei...

Quinta-feira fui á psicologa, como estou em inicio de terapia, ela não me diz nada sobre o que fazer, como agir, ela só me pergunta os sentimentos que sinto e as atitudes que tomo em relação á tudo, acho que primeiro ela precisa traçar um "perfil" psicológico, pra depois me direcionar. Então, por enquanto, não vi resultado ou expectativa de melhora no tratamento, mas estou confiante...Quando cheguei em casa, minha mãe disse que ele havia ligado. Eu não esperava essa atitude dele, achei que ele ficaria feliz se eu sumisse, achei que ele se sentiria aliviado com a minha decisão de me "desconectar" do mundo. Retornei a ligação, e ficamos conversando por mais de uma hora... Ele me disse muita coisa bonita e positiva sobre mim. Disse que não queria deixar de falar comigo, até deu "satisfação", disse que não está saindo com ninguém, nem falando com outras garotas na internet.
Fiquei feliz. Confiante. Otimista.

Mas.... na sexta tive outra crise. E no sábado também. E domingo (ontem) mais outra... O que deixou ele de saco cheio, impaciente, e com um desprezo muito grande por mim. Além disso, minha melhor amiga disse que não passo de uma egoísta que não quer reagir para enfrentar os problemas. E aí, mais uma vez, peguei uns 6 comprimidos de sertralina, e outros 4 de buscopan - era o que eu tinha "acessível" no meu quarto - e os tomei todos juntos no seco, o que me fez sentir descendo pela garganta... 
Em seguida, fui até a minha mãe, chorando, e esperando um abraço, um apoio, e ela só conseguiu gritar comigo, me fazendo sentir pior. Comecei a sentir as mãos formigando e as pernas dormentes, eu chorava tanto que contraia muito o diafragma, o que sempre me dá ânsia de vômito. Corri para o banheiro e vomitei. Minha mãe disse que eu não a respeito, que se eu quiro vomitar e acabar comigo aos poucos, é pra eu fazer escondida e sozinha, e repetiu várias vezes que cansou de tentar me ajudar. 

Sai andando.
Peguei o celular da minha mãe e sai... 
Fui parar em outro bairro, em uma rua sem saída, sozinha.
Liguei pra ele, ele me ouviu, e falou comigo até eu ir pra casa. Mas ele continuou indiferente e irritado, me dizendo que não acredita mais em mim, que eu nunca mudo e nem supero nada, que pareço uma criança mimada.
Pensei sobre isso, e realmente, sentimentalmente pareço uma criança, que se comove com qualquer coisa, que não aceita os "nãos". Mas será que isso não tem a ver com o fato de não ter sido uma criança quando devia? De terem tirado a minha infância... 

Em um único final de semana, eu consegui afastar de mim as pessoas que mais gosto, e ouvi de todas elas, que elas não acreditam mais em mim...

Se eles não acreditam, quem dirá eu, não?!

Trago notícias...

Vim trazer notícias: sim, infelizmente estou viva, mas descompensada, tanto psicologicamente quanto fisicamente...
E na boa...?! É um porre vir escrever sobre quanto eu sofro, ou quanto minha vida é uma merda... Ultimamente não tem existido outras variáveis, só venho escrever sobre isso. E não fiquem de saco cheio, nem desistam de mim, apesar de todos os dias eu desistir um pouco mais...

Vou tentar fazer um resumão sobre os últimos acontecimentos. Eu comentei que meu namorado terminou comigo, né? Vou contar o motivo, pois bem, de um tempo pra cá, me aproximei do melhor amigo dele, começamos a sair juntos e a nos falar sempre pela internet, e aí fomos pra um bar certo dia, e o tal amigo tentou me beijar quando meu namorado não estava perto. Eu o empurrei, discutimos, mas a verdade é que eu estava tão bêbada que nem entendi direito o que estava acontecendo... no dia seguinte o amigo me ligou, desesperado, pedindo pra eu não contar pro meu namorado, que ele não sabe porque fez aquilo e etc e tal... Fiquei na minha. Quando encontrei de novo com ele, e que tivemos a "oportunidade" de ficarmos sozinhos, o menino simplesmente se declarou, e até chorou... Disse que não parava de pensar em mim, ressaltava á todo momento que meu namorado tinha muita sorte, e no meio daquilo tudo eu me comovi e dei um abraço nele, e ele disse pra mim "esse é o momento mais romântico da minha vida, é a primeira vez que me declaro pra alguém..." 
Podem me chamar de idiota, mas eu realmente cai nesse lenga-lenga, nesse papo de bêbado cafajeste, e me comovi totalmente com esse drama de novela mexicana, e me propus a tentar ajudar, a mostrar que ele tava se iludindo, que na verdade ele não gostava de mim, mas o que parecia, era que eu era a única menina que ele deu abertura pra se aproximar dele, pra falar coisas sérias, sobre problemas familiares, e etc... E falei isso pra ele, que na verdade ele estava confundindo as coisas... IDIOTA! É isso que eu sou! I D I O T A. Qualquer pessoa no meu lugar contaria pro namorado, abriria o jogo, e nessa situação, quem estava com razão era eu, eu não tinha culpa alguma de tudo isso, e quem sairia perdendo era o amigo... 
Mas deixei me envolver, me comovi, e sabem o que aconteceu em seguida? A primeira oportunidade de ficar sozinho comigo novamente, ele tentou me beijar... de novo... e beijou. Quando eu entrei em meu estado quase consciente novamente - porque sim, nessa altura eu já estava trêbada - minha primeira reação foi empurrar ele novamente e eu realmente estava decidida á contar pro meu namorado, percebi naquele momento que não tinha mais o controle da situação, que não importava as incontáveis conversas, ele sempre tentaria me beijar, e percebi que ele não era confiável. Gente, no dia seguinte, senti muito nojo da cara dele. MUITO! Foi a primeira vez que beijei alguém além do meu namorado, depois de mais de um ano e meio, e a única coisa que eu pensava era que aquilo tudo era nojento.
Desativei meu facebook e tomei a decisão de não sair mais pros mesmos lugares que eu sabia que ele estaria, mas nessa altura, meu namorado já estava desconfiado, e me perguntou o que estava acontecendo, e eu, desesperada, me sentindo culpada por ter permitido de alguma forma que aquela situação acontecesse, e menti. Olhei nos olhos da pessoa que eu mais amo e que sempre me respeitou e me tratou com carinho e simplesmente menti.
Sabem aquela música do Cazuza? "Mentiras sinceras me interessam..." Eu não parei pra pensar na gravidade daquilo tudo, só pensei em preservar meu namoro, em proteger meu namorado daquela situação toda, e naquele momento achei que mentir seria o certo.

Quando você está enxergando essa história toda de outra perspectiva, certamente você dirá que realmente fui idiota, que a pior decisão que tive foi mentir naquela situação. Mas quando você vive aquilo, está envolvida totalmente e levada pelo desespero, você não consegue pensar de outra forma, não consegue enxergar outra perspectiva. 

O "amigo" do meu namorado me procurou algumas vezes depois disso, mas eu não escondi dele o repúdio que tinha de toda essa situação. Até que um belo dia, ele me ligou, seis horas da manhã, e disse que estava ligando só para perguntar como estava meu namoro, e eu disse que estava tudo bem, e a conversa não se estendeu muito. E nesse mesmo dia, á tarde, ele esteve com meu namorado e contou pra ele, não sei direito como e nem o quê ele disse, mas contou que ficamos, e pelo o que parece não contou nada dessa história de estar apaixonado por mim, tão pouco que ficou correndo atrás e se declarando. 

Ficou enorme esse post, então amanhã ou segunda eu faço uma continuação... 
Mas acreditem, tenho vivido os piores dias da minha vida, ao ponto de dormir e acordar na madrugada questionando o universo "por que ainda estou viva?".
Com tudo isso, tenho tido uma compulsão atrás da outra, vomitado em média umas 4 ou 5 vezes ao dia, desenvolvi uma espécie de "tremedeira" nas mãos, o que nunca me foi comum. Sempre que choro - todos os dias e quase o dia todo - eu tenho uma terrível enxaqueca, e começo a tremer. 
Tenho perdido muitas aulas na faculdade, estou muito desmotivada, me sentindo muito culpada, e muito pessimista em relação á tudo...

 

Um dia pior que o outro...

Oi gente, quando eu acho que as coisas não podem piorar, não é que a vida se mostra ser pior do que posso esperar?!

Há uma semana minha vida se transformou em um caos: meu namorado terminou comigo, meus pais já sabem da bulimia, dos abusos sexuais; Tentei me matar, tomando uma alta dosagem de medicamentos na quinta passada, passei a sexta no hospital, e dessa vez, sem meu amor por perto, sem me sentir segura, sem o abraço e carinho dele.


Como eu havia dito, sobre a psicóloga, na semana passada não estava em condições de ir á consulta, mas fui ontem, e já de cara abri o jogo, contei tudo...


Eu não me lembro de ter sofrido tanto em todos meus 19 anos de vida...

Desisto de mim. Desisto!

Preciso de vocês!


Oi gente, sei que assustei vocês nos meus últimos posts, mas eu também estava (e ainda estou) um pouco assustada! Ultimamente tenho passado por crises intensas, conturbadas e fazendo uma besteira atrás da outra. 
Pois bem, resumidamente dissertarei, tentarei ser breve e não cansar vocês com posts imensos e detalhistas de um sofrimento que todas conhecem, e estão cansadas de ouvir sobre...



Desde que assumi que pararia de miar, venho tendo compulsões diárias, uma atrás da outra, uma maior que a outra, e por sua vez, senti que parei de emagrecer, se é que não estou engordando, não quero nem pensar nisso. O problema é que as dores abdominais estavam muito intensas, eu carregava na bolsa três tipos de remédios para dor, porque desde que passei mal e desmaiei no metrô, o medo de passar mal novamente fora de casa era constante. Era uma dor insuportável de prisão de ventre, dores constantes estomacais e a garganta ferida e ás vezes chegando a sangrar. Acho que depois do blog, canalizei muito mais minhas frustrações na bulimia e em nf, e vomitava 5, 6 vezes por dia, dependendo do quanto eu ingeria, até suco ou fruta. Cheguei até á estourar os vasinhos de sangue ao redor dos olhos, fiquei cheia de manchinhas vermelhas nessa região, devido á força e pressão diária aplicada na face quando induzia o vômito. 

Meu namoro estava passando por crises também, mas estou trabalhando muito para consertar as coisas em relação á isso, saindo mais, tentando transformar a nossa rotina, e tentando reconquistar meu namorado, não que eu ache que ele deixou de me amar, mas desde que despejei sobre ele todos meus problemas, desde a história dos abusos sexuais até a bulimia, acho que ficou muita coisa sobrecarregada nas costas dele. Talvez ele tenha se apaixonado por uma mulher diferente do que eu realmente sou, e depois de mais de um ano descobrir tudo isso sobre mim, deve ter pesado pra ele. E a pergunta que eu me faço todos os dias, é como reconquistar, como fazer alguém me amar, se eu tenho nojo e repúdio de mim mesma?

Quebrei outra barreira e farei outra tentativa de ir ao psicólogo. Eu não sei como, porque vocês sabem, ou devem imaginar que é muito difícil falar sobre tudo isso, e apesar de estar disposta á contar tudo dessa vez, eu não sei como o farei. Enfim, está marcado para essa semana, na quarta-feira, ás 14 horas. 

Estou com medo, estou assutada, estou tentando concertar tudo isso por ele, mas a gente sabe que não tem como concertar o passado, não tem como mudar minha história, só espero que o peso de tudo isso não me enterre cada dia mais nessa infelicidade que me assombra.

Estou tentando ser feliz, mas dói até as tentativas.
Faço por ele, porque juro que nunca recebi tanto amor em toda minha vida. É por ele, ele merece que eu seja alguém melhor!